Monday, November 21, 2011

Já vos disse que ando viciada em instagram?!


No país dos pequeninos

Há pessoas que passam a vida zangadas com os outros, com o mundo. Culpam todos os que estão à volta pelo que corre mal. Não sabem viver sem guerras, sem odiar alguém.

Tenho pena dessas pessoas. No fundo, não gostam delas próprias e, dificilmente, conseguem ter gente que goste delas. Não sabem o que é o amor. Envergonham-se da vida que levam por viverem às escondidas.

Ficam felizes com a dor dos outros. E eu tenho mesmo pena delas. São o gozo dos outros. Vivem a vida dos outros porque não têm uma vida, no verdadeiro sentido da palavra. Nunca chegam a lado nenhum. E eu tenho mesmo muita pena que não tenham a capacidade de viver em paz.

Sunday, November 06, 2011

Lux B-day





Já passou quase um mês, por isso não vale a pena vir pra aqui com grandes textos. A festa do Lux foi boa. Diverti-me à brava, dancei para caramba, tudo na melhor das companhias!!!

Vestido: twenty8twelve
Sandálias: Zilian
Colar: presente da A.S. nos anos

E foi assim IV







Estava à espera de fazer o caminho de Singapura até às ilhas Perhentian de comboio, à noite, pelo meio da selva. O fim do Ramadão e o feriado nacional malaio trocaram-me as voltas e acabei por ter de viajar de avião.
De Singapura até Kuala Lumpur, de Kuala Lumpur até Kota Bharu, de Kota Bharu até Kuala Besut e de Kuala Besut até às ilhas. Parece uma viagem complicada mas não é.
Kota Bharu é a cidade mais islâmica do país, próxima da fronteira com a Tailândia acaba por ser um ponto de passagem para quem anda a viajar pela Ásia. Daí que, apesar de muito tradicionais (não há muçulmanas sem véu) ninguém olha os turistas de lado.
Em si, a cidade não tem nada de especial. Há uma mesquita, uma rua principal e várias lojas baratas para quem se vai abastecer para o caminho. No entanto, nos arredores há uma grande tradição de artesanato. Eu acabei por me ir só abastecer.
A viagem de uma hora de Kota Bahru a Kuala Besut é verde. Muito verde, com poucas aldeias. Em Kuala Besut, a única coisa interessante é o porto que "leva" até às ilhas...
Uma viagem de 45 minutos, em lancha rápida, onde poucos minutos depois de começar se deixa de ver terra. E quando se chega... o mar é azul e transparente... pouca gente... sol... Nemos por todo o lado...
Descanso foi a palavra chave:-)

Tuesday, October 11, 2011

Sou rapariga dos seis segundos

Gosto de aproveitar o dia, aproveitar os dias. Trabalho o dia todo num jornal, onde não tenho o típico horário das 9h às 5horas, tenho um segundo trabalho que envolve pesquisa, faço um mestrado, ginásio três vezes por semana, no meio disto tudo tentar dar o máximo de mim aos meus pais e aos amigos.

A juntar a isto, faço questão de não perder peça, filme, exposição, inauguração, festa ou o que for... Daí que a R. me chame a rapariga dos seis segundos... a miúda que não consegue estar parada a fazer nada.

É verdade. Detesto vegetar ou espreguiçar, tenho sempre a sensação que a vida corre demasiado depressa pelas mãos e há que aproveitar. Ir sempre mais além, mesmo que isso obrigue a acumular algum cansaço.

Mas dá trabalho, muito trabalho. Há que conseguir conciliar tudo. Tenho sempre uma pasta comigo com o material necessário, um saco do ginásio, a vida toda em três agendas (pessoal, trabalho, iPhone), um iPad, uma bolsa de maquilhagem e uns sapatos rasos para correr de um lado para o outro.

Acordei às seis, não tive uma folga esta semana, mas a vida sabe-me bem assim:-)

Sunday, October 09, 2011

Ser uma mulher à frente do tempo é...

encomendar o pinheiro de Natal num outubro de muito calor:-)

Sunday, October 02, 2011

O teu vestido é igual ao meu!



Podia começar este post a dizer que me apaixonei por este vestido no primeiro dia de férias em Singapura. Que sonhei essa noite com ele, o procurei durante dois dias e só o comprei no fim das férias. Que é de uma estilista nova de singapura que tem três lojas na ilha.

Podia... mas tinha muito mais piada se começasse este post por dizer que escolhi, após muita ponderação, um vestido que comprei em Singapura para levar à festa do 4º aniversário da Time Out, cheguei lá e estava uma rapariga com um igualzinho ao meu.

Ainda lhe tentei ir perguntar onde ela tinha comprado o dela, mas quando ganhei coragem já a moça tinha desaparecido da pista de dança. No entanto, não restam dúvidas, o vestido era MESMO igual ao meu.

Esta é para aprender a não me armar em esperta e ter a mania que compro coisas tãaaaao diferentes... Agora vamos ao que interessa, a festa foi o máximo! Diverti-me imenso, dancei até já não conseguir aguentar-me de pé, encontrei gente que já não via há séculos e, o mais importante, fiz isto tudo na melhor das companhias.

A juntar a tudo isto, parece-me que a festa deste ano da revista foi a melhor de todas. O espaço era lindo com uma conjugação perfeita de indoor/outdoor, a música foi variada e toda ela dançável. Fico à espera do próximo ano:-)




Vestido: comprado em Singapura
Sapatos: zilian colecção do ano passado
Mala: presente da RR, vindo da Índia
Brincos: Casa Batalha
Pulseiras: presente da CN, fair trade feito no Quénia; pandoras; a mão de fatma
Relógio: Donna Karan comprado há anos no México

E foi assim III







Uma versão de Nova Iorque mais limpa, organizada, com praia e clima tropical. Assim é Singapura.
O país/cidade em forma de diamante teve em mim um impacto muito maior do que estava à espera. Primeiro, pela organização que é uma coisa do Outro mundo, ainda para mais quando se está na Ásia. Em Singapura, as pessoas saem calmamente do trabalho e esperam, com a mesma calma e paciência, em filas pelos táxis. Dias antes das eleições presidenciais, um anúncio do Governo passava, repetidamente, na televisão para mostrar como se procedia à votação. De fila em fila eram indicados os passos a seguir pelos eleitores.
A praia foi sem dúvida o segundo factor surpresa, porque não é "publicitada", porque é mesmo boa e porque em Agosto há um calor insuportável na cidade que obriga a uma paragem para refrescar o corpo.
O tamanho também funciona a favor. Tudo é perto de tudo, e na verdade, a cidade vê-se depressa, o que dá para aproveitar os dias a repetir o que se gostou mais. Cada edifício é um centro comercial, ou quase, pelo que a oferta para compras e alimentação torna-se gigante numa cidade/país minúsculo.
Fiquei um dia a mais do que o previsto em Singapura e soube tão bem:-)

Sunday, September 25, 2011

E foi assim II





Há um lugar no sul da Malásia onde se fala português. Numa pequena cidade, um grupo de descendentes de portugueses preservaram a língua, a cultura, a comida.
Em Malaca há um grupo de foclore, um museu de Portugal, ruas com apelidos portugueses, pastéis de nata, restaurantes da "Prima Vera" e um homem fantástico, de 80 anos, que fala um português perfeito.
Nunca nenhuma destas pessoas pôs o pé em Portugal. Malaca, ou Melaka, celebrou este ano os 500 anos de presença portuguesa. Não é saudosismo do tempo da outra senhora, é chegar tão longe e ver que somos mais que o país do Ronaldo.

Que ninguém se diga surpreendido

E foi assim I







Kuala Lumpur é uma cidade que pode ser descrita por clichés. "A cidade onde o velho se mistura com o novo. A cidade da diversidade cultural." Só que para um ocidental, em KL (como lhe chamam os malaios) o velho, o novo e a diversidade cultural ganham um contorno especial.
No meio de uma multidão de muçulmanos, indianos e chineses há prédios gigantes de onde se pode avistar Chinatown, ou Litle India. Todas as manhãs, esses prédios recebem centenas de executivos, homens e mulheres de véu islâmico, acompanhadas ao trabalho pelos maridos. Normalmente, despedem-se deles com um beijo na mão.
Do outro lado da cidade, sob um calor abrasador e o típico verde tropical, pode-se entrar na China, ou na Índia, de tão preservados que são os hábitos nos bairros típicos.
KL impressiona não pelo tamanho, mas pela harmonia. Pelo caos calma que emana.

Em honra da Liliana Coelho

Depois da Zara.... agora isto Alguém me pode oferecer tudo?

Monday, September 12, 2011

Na América


Não fui criada com a ideia de "que na América é que é bom". Pelo contrário, sempre olhei com desconfiança para o país.

Na minha educação de esquerda, os EUA não eram o berço da liberdade de expressão. Eram a imagem atual do colonialismo e imperialismo. Mas também me deram a conhecer outra América, a do Woody Allen, da Susan Sarandon, do Martin Luther King, do Movimento pelos Direitos Civis, do jazz a sul do Mississipi.

Depois fui crescendo e, meio às escondidas, comecei a ver Beverly Hills e a gostar de All Stars e de Levis. No pico da adolescência quis trocar a pacífica e histórica Praga pela cosmopolita Nova Iorque. No entanto, a minha desconfiança com a América e os americanos manteve-se.

Estive na rua a gritar contra a guerra do Iraque em 2004, sou activa na luta contra a pena de morte, completamente contra Guantánamo, muito crítica da falta de Segurança Social no país.

O ano passado visitei os EUA e percebi que, ao contrário do que se diz, os arrogantes, na maior parte das vezes, somos nós, europeus. Somos nós que nos achamos civilizacionalmente e culturalmente superiores. O que em vários aspectos corresponde à verdade, na Europa não há pena de morte, há Estado social e toda a gente tem mais do que duas semanas de férias.

Mas a América tem uma coisa, a meritocracia. É difícil ser-se um dia pobre e no outro milionário, não compro essa ideia do sonho americano. Mas do outro lado do Atlântico a escada social é muito mais fácil de subir. Muito mais. Nada está garantido, para o bem e o para mal.

Há dez anos eu via-a confiança americana ser abanada pela mais cobarde das maneiras, ainda sem saber que uma década depois estaria apaixonada pelo país.

Thursday, September 08, 2011

Back



Voltei ontem a Lisboa e hoje ao trabalho. Só amanhã consigo vir escrever alguma coisa de jeito:p

Sunday, August 14, 2011

Fui à Zara e... apaixonei-me!!!!

Por quase toda a nova colecção... Trouxe uma saia e uma blusa por menos de 50 euros!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Onde é que eu andei este tempo todo?! Alguém me explica!

Bom... ficam as fotos:-)







Tuesday, August 02, 2011

Diário da casa nova #9

O mais difícil é quando passamos dos móveis para os objetos de decoração...

Monday, August 01, 2011

Ninguém tem 27 anos toda a vida#2

Dos dias em caímos para o lado

Não sei se foi do trabalho, do meu estado emocional, das mil-e-uma correrias do dia-a-dia, mas hoje não me consegui levantar a horas. Não consegui. Mesmo.

O despertador tocou às 7:30, tinha-me deitado perto das 4 e pensei que podia dormir um bocadinho mais... só saltei da cama depois das 10. Tinha 4 tarefas para cumprir hoje de manhã, antes do trabalho. Fiz uma. Não vale a pena desesperar, há dias em que temos de ouvir o corpo a dizer não.

Thursday, July 28, 2011

Ninguém tem 27 anos toda a vida

O povo é sereno #2

Já não escrevo para ti no Facebook. Há algum tempo que não procuro o teu olhar. Tudo tranquilo, espero que um dia estejas confortável na tua pele como eu estou na minha.
Aos poucos, o povo volta a ser sereno.

Wednesday, July 27, 2011

Tanto talento...



He walks away,
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown,
And in this grey, in this blue shade
My tears dry on their own

Monday, July 25, 2011

E num minuto a vida pára

O pai de uma grande amiga partiu. Foi levado por inimigo traiçoeiro que não costuma perder. De um momento para o outro a fragilidade da vida ficou exposta. Sem qualquer remédio, a não ser enfrentá-la.

Jurei a mim mesma que não desabava no momento em que lhe daria primeiro abraço. Não aconteceu. Às tantas já não sabia qual a razão das minhas lágrimas. Se eram por um amor de quase 40 anos que chegava ao fim. Se pela dor da minha amiga. Se pelas (boas) memórias que tenho dele. Se pela revolta de ver morrer um homem bom tão cedo.

No momento em que a abracei a ela e à mãe desabei, mais do que uma vez. Não são suficientes os clichés de "temos de aproveitar a vida porque só temos uma". Mas isso é tão verdade. Tão verdade.

Por mais dificuldade que tenha em Acreditar, repito aquilo que um dia já aqui escrevi: "Quando passam os meus dias de Alberto, e a minha procura por uma verdade definita e perfeita, procuro os que partiram". O avô do Manuel continua nos olhos azuis dele.

Friday, July 22, 2011

Desabafo quase em ponto de ebulição#4

Estou cansada. Dos que se acomodam. Dos que optam pelo conforto. Dos que se ficam pelo mais fácil. Daqueles que fazem escolhas pobres na vida.

Monday, July 18, 2011

Catarse

1. Palavra pela qual Aristóteles designa a "purificação" sentida pelos espectadores durante e após uma representação dramática.
2. Método psicanalítico que consiste em trazer à consciência recordações recalcadas.
3. Libertação de emoção ou sentimento que sofreu repressão.

in Priberam

Sunday, July 17, 2011

Balanço dos saldos

- 1 vestido cantão na Pimenta Rosa
- 2 vestidos Lanidor
- 1s calções na Hercloset
- 1 top na Hercloset
- 1s sapatos na Zilian
- 1 biquini Benetton

... e acho que ficamos por aqui.

Diário da casa nova #8

Andei a escolher as fotos a espalhar pelas molduras cá de casa. Não escolhi aquelas em que estamos mais bonitos, preferi as que simbolizam um momento especial na vida. 120 já estão na pen e ainda falta ir ao baú, ao tempo em que não tirava fotos digitais. Bonito.

Tuesday, July 12, 2011

Nada me faltará

Lembro-me dela da campanha do aborto. Não foi a figura de proa do Não como em 1998, mas apareceu nalgumas acções de campanha. No meio da colagem de um cartaz, em pelo Campo Grande, falei com ela à parte.

A princípio não queria, depois lá me disse que sim. Comecei por lhe falar das diferenças com a campanha de 98 e da ideia peregrina dela, de atribuir ao feto personalidade jurídica. Mas a minha pressa e falta de experiência fizeram-me dizer feto, em vez de embrião. Não me deixou acabar a frase: 'A senhora está a citar-me mal".

Foi a primeira vez que me cruzei com ela. Por mais duas ou três o meu trabalho me levou até ela. Não concordava com uma única ideia. Mas as pessoas são tão mais do que aquilo que concordamos com elas.

Do outro lado da ideologia, comovi-me com a dignidade e força com que viveu os últimos dias. A mesma força e coerência que a caracterizaram. Para sempre fica esta frase, escrita na crónica no DN, "foi bom viver estes tempos felizes e difíceis porque ter uma vida boa não é o mesmo que ter uma boa vida."

O mundo é dos que têm força.

Monday, July 04, 2011

Começar de novo

Há uma música do Ivan Lins que eu adoro: Começar de novo. Quando me deito na minha cama a ouvi-la penso que tudo faz sentido.

Não é só o título que me dá força. É a mensagem. A letra toda. A coragem que é cair, ficar magoada, sobreviver, dar a volta, amadurecer, crescer e voltar a acreditar. Vale a pena "Começar de novo/E contar comigo/Vai valer a pena/Já ter te esquecido/Começar de novo".

No que me toca, vou fazer tudo para que valha a pena.

Friday, June 24, 2011

Turning point

Conheço a lição de cor. Sei que leva tempo, demasiado tempo. Sei o que se deve e o que não se deve fazer.

Também sei que há precisa sempre de um turning point, de qualquer coisa que nos coloque a raiva acima de tudo, que nos impele a seguir em frente, que nos motive para que seja tudo bem melhor da próxima vez.

O tal turning point chegou ontem. É duro, muito duro, demasiado duro. Dá-me vontade de dormir os próximos meses à espera que passe. Mas isso não pode ser.

Tenho a dose certa de raiva para sobreviver. Só que o caminho até aí ainda é longo. Comecei hoje a pô-lo em prática.

PS: Não volto a tocar neste assunto aqui. Esse é o primeiro passo.

Wednesday, June 22, 2011

Tanto sobre a minha mãe

Às vezes é a maneira como coloca a mão em cima da mesa no meio de uma conversa acesa. Outras vezes é a quando me vejo ao espelho a sorrir, quase de perfil. De cada vez que as calças ou os vestidos me custam a passar na anca, lembro-me sempre da minha mãe.

Nós não somos a cara-chapada uma da outra. Mas há em mim tanto dela. Tanto.

É da minha mãe que me vem a força, a vontade, a capacidade de resposta. O teimar, sim eu também teimo em teimar. É aos mimos dela que vou buscar energia quando estou em baixo.

Foi com a minha mãe que aprendi que a palavra amor pode ter múltiplos significados. É nela que eu penso, quando penso que quero ser alguém.

E naqueles momentos em que quase desabo, lembro-me dos momentos em que ela quase desabou. E vejo o quanto ela é tão mais forte do que eu e o quanto eu quero ser assim. Um dia, quando for grande.

Monday, June 20, 2011

Pode um dia o mundo acabar

Penso nisto muitas vezes. Demasiadas vezes. Na curta distância que nos separa entre a tranquilidade dos nossos mundos imperfeitos e o fim deles.

Sim, eu sei, um dia tudo chega a um fim. Mas assusta-me essa ideia do fim. Do fim do meu mundo.

É por isso que vivo numa enorme correria, que tento aproveitar todos os minutos do meu dia. É por isso que não me canso de beijar os que amo, que ainda não desisti de dizer a todas as pessoas o quanto gosto delas.

É por isso que corro. Todos os dias.

Saturday, June 18, 2011

Ao estilo dos Santos Populares



A noite é sempre de confusão. Não vale a pena ir demasiado arranjada nem estrear roupa nova, já que o risco é ficar a cheirar a sardinha "vestida" de sardinha. Mas também não é preciso ir de fato-de-treino.
Este ano, pela segunda vez, lá "despi" os saltos altos e andei a "navegar" pelos bairros típicos de Lisboa.

Calças e camisola: GAP
Casaco: oferecido pela mamã
Sapatos: melissa
Brincos: feitos à mão, comprados numa viagem ao México

Saturday, June 11, 2011

Às vezes ter tempo dá nisto...

estou a ver na net packs de massagens para perder celulite. há uma hora!

Tuesday, June 07, 2011

O meu verbo favorito

Cativar: Seduzir; Encantar; Hipotecar.

Friday, May 27, 2011

Tudo tem sentido

São muitas as vezes em que procuro um balanço do que anda a acontecer. Os últimos dois anos não foram fáceis e os tempos que se avizinham não parecem ser mais claros.

Pergunto-me, quase todos os dias, para quando a bonança. Será que vale a pena continuar a remar contra todos os ventos e marés? Será que vale a pena continuar a acreditar? Continuo a dizer que sim. Sem atirar a toalha ao chão, mas também sem alegria de outros tempos.

O rochedo continua firme, sem vontade de desistir (é feitio e defeito ao mesmo tempo). Penso que talvez seja preciso passar por tudo isto para chegar a um qualquer sítio melhor. Um lugar onde darei muito mais valor a tudo o que de bom me acontecer. Mesmo assim, trocava já o meu reino por um pouco de facilidade, de tranquilidade, de paz, de saúde...

Sunday, May 15, 2011

Sempre apaixonada

Faço mil e uma coisas. Estou rodeada pelas melhores das pessoas. Detesto estar parada, acho sempre que se há tempo é para ser aproveitado. Ando sempre a correr de um lado para o outro. Trabalho 15 dias seguido sem folgar, oiço uma amiga por telefone, abro colo para dar mimos ao Manel. Vivo sem parar. Mas também vivo completamente apaixonada. Por tudo o que gosto de fazer. Já não sei viver de outra maneira.

Here comes the summer:)

Monday, May 02, 2011

Dos segundos amores

Já há semanas que sabia o que tinha de fazer. Primeiro pensou que não era possível ter chegado àquele estado. Depois de se consumir com a reviravolta que a vida dele estava a ter, adiou a conversa. Viveu entre a paixão e o medo.

Por fim, chegou-se ao pé dela e disse-lhe que queria ficar por ali. Os 15 anos ao lado um do outro, os três filhos, a vida e memórias que tinham construído não eram mais suficientes para apagar a chama que começava a sentir por outra pessoa.

Ela nunca pensou que as promessas de um sim para a vida inteira podiam acabar. Nunca tinha pensado que aquele mundo não funcionava para ele. A intimidade, a cumplicidade, as viagens, os objectos que partilhavam eram substituídos por outro amor. Para ele, não se tratava de um escape. Nem de um refúgio. Era um segundo amor, mais forte que o primeiro.

Com calma, explicou-lhe que não tinha desejado o que sentia mas que também não conseguia comandar o coração.

Terminaram ali. Ela resignou-se à decisão dele, percebeu que não havia contra o quê lutar. Ele seguiu em frente. Ela levou mais tempo. Mas também seguiu em frente.

Tuesday, April 19, 2011

Férias

Durante uma semana vou esquecer que o FMI está em Portugal, que os políticos andam no meio de discussões patéticas e sem nível, que o país se afundou e nos milhares de coisas que tenho de fazer quando voltar.

Até já.

Wednesday, April 06, 2011

Conforto

Encontramos conforto nas coisas que nos dão segurança. No colo dos pais, na sobremesa depois do jantar, nas palvras dos amigos, no limite do cartão de crédito...

No fundo procuramos aquilo que nos faz sentir bem. O que nos acalma e dá uma sensação de descanso sem nos tirar as ganas para poder conquistar o mundo.

No outro dia fui a uma igreja. Soube-me bem.

Thursday, March 31, 2011

Todos podemos ser AQUELE tipo de pessoa

Cresci com convicções muito fortes. Além das ideias e valores que me transmitiram sempre tive a noção do tipo de pessoa que queria ser: justa, honesta, solidária,... enfim... perfeita.

Mas mais do que ter a ideia do que queria ser, para mim sempre foi muito claro o que não queria ser. Durante anos houve, na minha mente, uma noção muito clara de várias coisas que eu não ia nunca fazer. E tinha certezas enormes sobre isto. Enormes. Tantas que foram várias as vezes que critiquei posturas menos correctas nas outras pessoas.

O tempo foi passando, eu cresci e dei por mim em situações onde nunca quis estar. A ceder onde nunca pensei ceder. A ter dúvidas em vez de certezas. De um momento para o outro tornava-me na tal pessoa que não queria ser. Quase sem dar por isso.

Foi aí que me dei conta do quão ténue é linha entre o que se quer e o que se deve fazer. E da facilidade com que qualquer um de nós pode ser a pessoa que escolhe o caminho menos correcto. E do quanto subjetivo é a noção de bem e de mal.

Quem nunca usou a expressão Eu não esse tipo de pessoa que atire a primeira pedra!

Sunday, March 20, 2011

Das pessoas constantes

É ao meu pai que vou buscar a serenidade. Aquele estado de espírito meio tranquilo que dá paciência para suportar os momentos mais complicados.

Foi com o meu pai que aprendi o que é ser uma pessoa constante. Daquelas que está presente para a vida toda, mesmo que não seja uma presença habitual de todos os dias.

O meu pai é o Norte. A minha mãe o sul. Eu saí uma mistura dos dois.

Monday, March 14, 2011

Para a C.

Estou quase há tantos anos na mesma situação em que ela estava quando a conheci. Lembro-me do que ela se queixava e comparo comigo, agora.

Confesso que na altura não dei o devido valor. A inocência da juventude fazia acreditar que todos os homens eram bons. (Não são.)

Quatro anos passados, tenho-lhe um enorme respeito. Enorme. Pela maneira digna como encarou as filhas-da-putice sucessivas. Pela coragem com que continua a trazer bebés lindos ao mundo, apesar da precariedade. Pela forma com os educa sem culpar o mundo. Por continuar a remar contra a maré. Por não desistir, quando era mais fácil ficar fechada em casa. Por conhecer o sentimento da solidariedade.

Sunday, March 13, 2011

Para a Paula Cosme Pinto

Antes dos grandes nomes jornalísticos, das grandes entrevistas e do frenesim mediático, esta menina percebeu que num sótão em Alfama nascia um grito de revolta.
Foi ouvir os três pares de mãos que lhe davam forma. Palmilhou meio país à procura de rostos da precariedade.

É graças às mãos dela que milhares de leitores levaram um murro no estômago quando confrontados com a vida dos que vivem na corda bamba. Nas últimas semanas, colocou-se em segundo lugar e mostrou um Portugal que todos gostam de deixar debaixo do tapete. Aquele trabalha sem certezas do amanhã, o que estica o saldo negativo para pagar as contas, o que tem um trabalho e não um emprego.

Tenho a sorte de ter orgulho em todos os meus amigos, mas neste momento o sentimento vai todo para a Paula Cosme Pinto. Sem medos e sozinha deu voz a milhares de pessoas que não a têm. Isto só tem um nome: Jornalismo, com "J" grande.

Por mim... Obrigada!

Foi bonita a festa, pá

Primeiro vieram os que estão cansados das bolsas, dos recibos verdes, do emprego não qualificado. Depois juntaram-se os desempregados, aquele que não tiveram oportunidades na vida e trabalham no que conseguem arranjar. A seguir chegaram os pais e avós que sonharam melhor para os filhos e netos.

Todos têm dificuldade em gerir o dinheiro ao fim do mês. Veem a vida pessoal adiada. Sonharam e têm direito a uma vida melhor. Acreditam no progredir e não no regredir.

Uns manifestaram-se contra este Governo, outros contra todos os que nos lideraram. Querem que o país mude, que avance. Uns são de esquerda, outros de direita.

Ontem, formaram todos uma enorme unidade. Eu vi-os, emocionada, dentro de uma redação cheia de vontade de despir a "farda" de jornalista e ir para a rua gritar.

Thursday, March 10, 2011

Jovens à rasca

Todos os meses se esforçam por sobreviver. Acumulam empregos, não sabem o que é um subsídio de férias, nunca receberam a dobrar no Natal, têm 30 anos e continuam a receber ajuda dos pais.

Andaram na universidade e não se limitaram a quatro anos de estudos superiores. Procuraram formação extra-curricular, não se limitaram às quatro paredes de Portugal e tentam conhecer o mundo de mochila às costas.

Sabem falar de um universo de coisas. Conhecem a situação no Irão, as violações dos Direitos Humanos no Darfur, sabem qual é o perigo de Portugal pagar juros tão altos, distinguem o Quebra-Nozes do Lago dos Cisnes e não se limitam à formatação da cultura imposta pela tv.

Querem mais. Querem ser melhores. Mas vivem à rasca.

À rasca porque os sucessivos governos os deixaram nesta situação. Porque se foi permitindo que o emprego fosse um luxo para toda a vida, mesmo para os que só têm vontade de aparecer depois de almoço. Porque na função pública a promoção é automática, independentemente do que se faça ao fim do dia. Porque permitiram que se abrissem cursos sem o mínimo sentido.

No fundo, porque nos fizeram chegar ao estado em que estamos. Ao Portugal pequenino onde um jovem a recibos verdes que ganhe mil euros leve pouco mais de 500 para casa depois dos descontos. Descontos esses que não lhe dão direito a baixa, a licença de maternidade ou a reforma.

Hão de pagar isso tudo a alguém sim, mas não aos que vivem na corda bamba. Aos que dão o litro sem garantias de que amanhã haverá trabalho.

Porque tenho em mim tenho em mim todos os sonhos do mundo

TABACARIA

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, 15-1-1928

Sunday, March 06, 2011

A vida na cidade

Gosto de acordar cedo ao sábado e ir ao mercado, passear nas lojas do bairro e pedir o costume no café da esquina.

Gosto de chegar a casa perto da hora do almoço, tomar um banho, trocar a roupa de corrida e preparar-me para uma refeição à beira-rio.

Gosto de tomar um brunch de duas horas ao domingo. De palmilhar a rua do Carmo e subir até à Brasileira.

Gosto de sair de casa à meia-noite e ter um mundo de opções à minha espera.

Gosto que no quiosque saibam o meu nome.

Gosto de viver num bairro no centro da cidade.

For better or for worse...



É a máxima desta música que me acompanha no amor. Não vale a pena insistir em convencer a outra pessoa. Não vale a pena fazer chantagem emocional. Não adianta impor prazos. É inútil tentar criar qualquer tipo de sentimentos no outro.

No mundo das relações as coisas têm de ser naturais. "Caberá ao nosso amor o que há de vir", tal e qual como diz a música.

Para o melhor e para o pior tenho seguido este lema. Um dia gostava de olhar para trás e dizer que X está comigo porque sim, porque quer, porque gosta. No fundo, porque sabe o que quer e me quer a mim. Só a mim. Sem medos ou indecisões.

Friday, March 04, 2011

Desabafo quase em ponto de ebulição

Esta semana está a ser demasiado loooooonga.
Todos os dias ao fazer a marginal, Lisboa-Oeiras, sonho ao ver o mar. Não são grandes sonhos... Fico contente com um almoço na praia, um passeio na areia, uma corrida no calçadão.
É que esta semana está a ser demasiado looooooooooonga.

Thursday, March 03, 2011

Núcleo duro

Gosto de pessoas que "me entram" devagarinho. Começam por chegar com um sorriso, uma simpatia, ou uma opinião que me marca. Raramente são iguais a mim, mas em todas encontro pontos em comum.

Primeiro partilho bocadinhos da vida com elas. Aos poucos começo a encontra-las nos livros, na música, no cinema, nas viagens, nos sonhos. Por fim, acabo por partilhar a minha vida com elas. E isso sabe tão bem.

Ao meu núcleo duro.

Tuesday, February 08, 2011

Manelinho



É o maior conforto do mundo tê-lo nos braços:)