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Wednesday, August 08, 2012

É óbvio que me arrependo mas

Acabei o dia com duas amigas numa versão de verão do drunch, num daqueles momentos confortáveis e, ao mesmo tempo, tão "Sexo e a Cidade".

Elas estão bem de coração. Pelo meio da conversa, entre trabalho, namorados, afilhados e futuros filhos, lá acabámos por chegar ao tópico de como se conhecem pessoas hoje em dia.

A questão é real e quem está solteira e a chegar aos 30 corre o risco de ficar ansiosa. Penso nisto muitas muitas vezes. É que apesar de me ser fácil conhecer pessoas, não consigo encontrar ninguém que me arrebate minimamente o coração.

O facto de me ter apaixonado por quem não está disponível emocionalmente não ajuda, é certo. Mesmo assim, não consigo deixar de pensar que o problema está em mim. Fui eu que não controlei o coração, fui eu que não fui capaz de ser racional e perceber que não chegaria a lado nenhum com aquela pessoa.

A m#$%a toda é que consigo guardar boas e más memórias do passado. De palavras que me ajudaram a ultrapassar traumas delicados. De atitudes que ainda hoje me desiludem.

É aos bons momentos que vou buscar a esperança para voltar a acreditar que, um dia, as borboletas voltarão felizes à minha barriga.

Daí, que em dia do aniversário DELE* a música só possa ser esta.

*Caetano Veloso

Tuesday, July 10, 2012

E um dia...

"Desde quando deixaste de gostar de mim?

Agora, quando vi que uma coisa maravilhosa não ia acontecer"

Doll House, de Ibsen (citado de memória)

Não sou capaz de ficar por metades. Quando gosto de uma pessoa é a sério. Intenso. Gosto dessa pessoa todos os dias, projecto a minha vida com ela, seja no amor, na amizade, no trabalho.

Muitas vezes os mais próximos dizem que estou a dar demais. Digo que vale a pena. Na verdade, tenho muita dificuldade em desistir de alguém.

Só que chega aquele momento, em que percebo a maneira como a tal pessoa me vê. No fundo, a maneira como não retribui o meu amor e carinho. É aí que perco o amor. Não deixo de gostar dela, mas deixo de a ver com os mesmos olhos.

Monday, July 25, 2011

E num minuto a vida pára

O pai de uma grande amiga partiu. Foi levado por inimigo traiçoeiro que não costuma perder. De um momento para o outro a fragilidade da vida ficou exposta. Sem qualquer remédio, a não ser enfrentá-la.

Jurei a mim mesma que não desabava no momento em que lhe daria primeiro abraço. Não aconteceu. Às tantas já não sabia qual a razão das minhas lágrimas. Se eram por um amor de quase 40 anos que chegava ao fim. Se pela dor da minha amiga. Se pelas (boas) memórias que tenho dele. Se pela revolta de ver morrer um homem bom tão cedo.

No momento em que a abracei a ela e à mãe desabei, mais do que uma vez. Não são suficientes os clichés de "temos de aproveitar a vida porque só temos uma". Mas isso é tão verdade. Tão verdade.

Por mais dificuldade que tenha em Acreditar, repito aquilo que um dia já aqui escrevi: "Quando passam os meus dias de Alberto, e a minha procura por uma verdade definita e perfeita, procuro os que partiram". O avô do Manuel continua nos olhos azuis dele.

Monday, July 04, 2011

Começar de novo

Há uma música do Ivan Lins que eu adoro: Começar de novo. Quando me deito na minha cama a ouvi-la penso que tudo faz sentido.

Não é só o título que me dá força. É a mensagem. A letra toda. A coragem que é cair, ficar magoada, sobreviver, dar a volta, amadurecer, crescer e voltar a acreditar. Vale a pena "Começar de novo/E contar comigo/Vai valer a pena/Já ter te esquecido/Começar de novo".

No que me toca, vou fazer tudo para que valha a pena.

Friday, June 24, 2011

Turning point

Conheço a lição de cor. Sei que leva tempo, demasiado tempo. Sei o que se deve e o que não se deve fazer.

Também sei que há precisa sempre de um turning point, de qualquer coisa que nos coloque a raiva acima de tudo, que nos impele a seguir em frente, que nos motive para que seja tudo bem melhor da próxima vez.

O tal turning point chegou ontem. É duro, muito duro, demasiado duro. Dá-me vontade de dormir os próximos meses à espera que passe. Mas isso não pode ser.

Tenho a dose certa de raiva para sobreviver. Só que o caminho até aí ainda é longo. Comecei hoje a pô-lo em prática.

PS: Não volto a tocar neste assunto aqui. Esse é o primeiro passo.

Wednesday, June 22, 2011

Tanto sobre a minha mãe

Às vezes é a maneira como coloca a mão em cima da mesa no meio de uma conversa acesa. Outras vezes é a quando me vejo ao espelho a sorrir, quase de perfil. De cada vez que as calças ou os vestidos me custam a passar na anca, lembro-me sempre da minha mãe.

Nós não somos a cara-chapada uma da outra. Mas há em mim tanto dela. Tanto.

É da minha mãe que me vem a força, a vontade, a capacidade de resposta. O teimar, sim eu também teimo em teimar. É aos mimos dela que vou buscar energia quando estou em baixo.

Foi com a minha mãe que aprendi que a palavra amor pode ter múltiplos significados. É nela que eu penso, quando penso que quero ser alguém.

E naqueles momentos em que quase desabo, lembro-me dos momentos em que ela quase desabou. E vejo o quanto ela é tão mais forte do que eu e o quanto eu quero ser assim. Um dia, quando for grande.

Monday, May 02, 2011

Dos segundos amores

Já há semanas que sabia o que tinha de fazer. Primeiro pensou que não era possível ter chegado àquele estado. Depois de se consumir com a reviravolta que a vida dele estava a ter, adiou a conversa. Viveu entre a paixão e o medo.

Por fim, chegou-se ao pé dela e disse-lhe que queria ficar por ali. Os 15 anos ao lado um do outro, os três filhos, a vida e memórias que tinham construído não eram mais suficientes para apagar a chama que começava a sentir por outra pessoa.

Ela nunca pensou que as promessas de um sim para a vida inteira podiam acabar. Nunca tinha pensado que aquele mundo não funcionava para ele. A intimidade, a cumplicidade, as viagens, os objectos que partilhavam eram substituídos por outro amor. Para ele, não se tratava de um escape. Nem de um refúgio. Era um segundo amor, mais forte que o primeiro.

Com calma, explicou-lhe que não tinha desejado o que sentia mas que também não conseguia comandar o coração.

Terminaram ali. Ela resignou-se à decisão dele, percebeu que não havia contra o quê lutar. Ele seguiu em frente. Ela levou mais tempo. Mas também seguiu em frente.

Sunday, March 06, 2011

For better or for worse...



É a máxima desta música que me acompanha no amor. Não vale a pena insistir em convencer a outra pessoa. Não vale a pena fazer chantagem emocional. Não adianta impor prazos. É inútil tentar criar qualquer tipo de sentimentos no outro.

No mundo das relações as coisas têm de ser naturais. "Caberá ao nosso amor o que há de vir", tal e qual como diz a música.

Para o melhor e para o pior tenho seguido este lema. Um dia gostava de olhar para trás e dizer que X está comigo porque sim, porque quer, porque gosta. No fundo, porque sabe o que quer e me quer a mim. Só a mim. Sem medos ou indecisões.

Tuesday, November 16, 2010

Tem de ser mesmo tão difícil?

Uma pessoa cai. Fica algum tempo no chão a chorar, depois levanta-se. Devagarinho. Volta a apreender a andar. Aos poucos ensaia maneiras de perder o medo. Até ao momento em que pensa 'que se lixe' e volta a mergulhar. Quando dá por ela está dentro do buraco negro outra vez. Só que desta vez parece bom, é melhor. Chega a ter momentos em que parece que o mundo pára. Mas depois... Depois volta a cair. Sempre assim.

Monday, November 01, 2010

Palavras sábias

"Quando se ama quer-se a outra pessoa, ponto. Se for a bem melhor, se for a mal é porque teve de ser.!"

MEC sobre a diferença entre amor e amizade.

Sunday, October 03, 2010

Querida A.,

Há noites em que vou para cama, sem ter um mais que tudo ao lado, e lembro-me de vocês os dois. É o suficiente para voltar a acreditar no Amor. Parabéns!!!!

Monday, September 20, 2010

Peço desculpa mas...

Talvez seja eu que já não consigo acreditar. Até posso estar a ser influenciada pelas minhas experiências de vida. E, sim, já sei que me vão crucificar depois do desabafo que me preparo para fazer... Mas eu não acredito que exista uma pessoa perfeita para outra pessoa. Não acredito que x esteja destinado a amar y. Não acredito em gente que só podia ficar com aquele alguém.

Não me levem a mal, e eu tenho amigas como esta e esta, que sei que estão com os melhores homens deste mundo, que no meio de tanta imperfeição consegue atingir um patamar de sonho, mas eu não acredito em caras-metades.

Acredito que quando estamos apaixonados, o outro nos parece sempre a pessoa ideal. A nossa pessoa. Mesmo que não tenha nada a ver com aquilo que nós sonhámos.

Quando se está apaixonada tudo na outra pessoa é maravilhoso. Tudo na outra pessoa é tão melhor que o anterior....

Não acredito que seja uma ligação especial que dite o sucesso de uma relação. Para mim, o sucesso vem da conjugação dos feitios, das circunstâncias da vida e do amor. Nada disto que aqui escrevi significa que não acredite no amor! Acredito, mas não o vejo como uma fórmula mágica que precisa de duas pessoas específicas para funcionar.

Saturday, August 07, 2010

O amor é...

O amor é puro. Por mais começos e recomeços que a vida nos obrigue a fazer.

O amor é complacente. Por mais golpes que sofra consegue ultrapassar a dor.

O amor é nobre. Por mais defeitos que existam faz sobressair as virtudes.

O amor é companhia. Por mais só que a vida pareça há uma luz de presença no fundo do túnel.

O amor é verdade. Por mais tentadora que seja a facilidade de mentir.

O amor é prazer. Por mais que se receba será sempre um vício.

O amor é convulsão. Por mais que as lágrimas equilibrem os sorrisos provoca uma revolução constante que arrepia a espinha.

O amor é difícil. Por mais fácil que pareça, o sentimento mais nobre do mundo não se conquista num só dia.

O amor é felicidade. Por mais que se acumulem os momentos menos felizes.

O amor é amizade. O amor é bonito. O amor é tudo.

Thursday, June 10, 2010

Um amor que não acaba nunca

Queria só partilhar convosco um comentário que a minha mãe deixou neste post e me pôs com a lagrimita no canto do olho. Há amores que nunca acabam.

O levantar de um voo é uma alegria para os pais, ainda que te julguem bebé (sobretudo o papá, mas é normal, és filha única).
Sou excêntrica, mas, juntamente com o papá, tão mais sereno, acho que conseguimos precisamente transmitir-te a ideia de que o equilíbro também pode ser feito de saudáveis "desequilíbrios".
Seria horrível se fôssemos tão certinhos, tão iguazinhos, não achas? Hoje, estarias muito menos preparada para levantar voo.
O nosso aeroporto tem o teu lugar reservado, pronto para as aterragens que decidires. Sempre e quando quiseres.
Nós vamos continuando a namorar, não deixando de seguir o concretizar dos teus sonhos.
Não és uma filha do acaso, foste muito desejada, só desejamos que continues a dar-nos o carinho e amor que nos tens dado. Na plateia do teu coração, poderá haver lugares a subir e a descer, mas nós queremos lugares cativos.
Felicidades na casa nova! Beijinhos dos papás da filha mais querida do mundo.

Friday, May 28, 2010

Uma coisa assim ... muita especial

O dia já vai longo. Engolir a correr uma espécie de jantar são os únicos 30 minutos que tenho para estar com uma amiga. Entre as garfadas e no meio da bonita conversa 'ai como eles nos sabem dar a volta tão bem' ela sai-se com esta: "às duas por três já estás naquela de que vocês têm uma coisa muita especial".

O ar sério e zangado dela contratava com os meus risos. Mas à medida que voltava ao meu estado normal percebi como a seta atingiu este alvo. É verdade. As mulheres são todas iguais, nós damos a volta aos nossos mundos para encontrar semelhanças com aquela pessoa... especial(?) E num abrir e fechar de olhos julgamos que vemos o outro lado de alguém. E aqui volto às palavras da minha amiga: "Nós não vemos outro lado, porque eles não têm outro lado".

Na realidade, qualquer homem pode ser boa pessoa/bom cozinheiro/ter bom gosto musical/ser um grande cinéfilo/escrever um livro/plantar uma árvore/ter filho e até - pasme-se -, gostar de crianças que isso não o impede ser um traste com as mulheres. Ou pelo menos connosco. Tudo tranquilo. Desde que se tenha consciência disso.

Thursday, May 27, 2010

Volta e meia apetece-me publicar aqui este poema*

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Pablo Neruda


*Não se preocupem caros cidadãos e cidadãs do mundo que visitam este blogue, eu não estou apaixonada. Apenas me deu vontade de ter aqui uma coisita de um senhor por quem eu me apaixonei aos 15 anos... e esta "relação" está a durar mais que o previsto...

Wednesday, May 19, 2010

Coisas que NUNCA se fazem numa relação:

Ok, a minha experiência não é muita. E sim, eu sei que não há regras no amor. Whatever works já dizia o Woody Allen. E é bem verdade... Mas cidadãs do mundo que visitam este blogue, aqui vai uma listinha (por tópicos que é para ser tudo bem claro) de coisas que não se fazem NUNCA numa relação:

- Não se desmarcam compromissos pessoais para ir a correr jantar com o homem por quem estamos interessadas

- Não se desiste de actividades, interesses, projectos ou planos de qualquer espécie por causa da outra pessoa

- Não se é ciumenta (ponto final parágrafo)

- Não se pede à outra pessoa que deixe de falar, de se relacionar com gente de quem não gostamos, ou que deixe de praticar qualquer actividade, ou que deixe de ter qualquer plano, extremamente importante, só porque nós não o aprovamos

- Não se perde a sensualidade (é preciso explicar mais?)

- Não se fazem planos para o futuro no começo... Mesmo na fase estável é preciso ter cuidado. O mais importante é contarmos sempre e só connosco

- Praticar ao máximo o lema: SE QUERES TENS DE CÁ VIR BUSCAR

Tuesday, May 18, 2010

Cumplicidade

Partilhar os segredos mais íntimos sem vergonha. Admitir os erros sem dramas. Abrir a porta aos sonhos mais profundos. Mostrar, sem qualquer espécie de medo, o lado mau. Dizer o que se quer conquistar, mesmo que todos saibam que é inatingível. Conhecer os pensamentos através do olhar. Viver a vida sem maquilhagem.

Todos os dias agradeço ao universo por ter a chance da cumplicidade na extensão mais pura do amor: a amizade.

PS: Este post não precisa de dedicatória. As pessoas a quem se dirige conseguir-se-ão reconhecer.

Monday, May 17, 2010

Tudo muda!

Minha querida,

Já todas estivemos no lugar escuro onde te encontras agora. Nessa ilusão de solidão de onde se pensa que não se vai sair. No meio do vale das lágrimas, cheias de certeza que os nossos pobres corações não têm salvação.

Já todas nos enfadámos com os discursos bonitos de que o tempo cura tudo. Aqueles discursos bacocos de que 'foi melhor assim'. E pensas que só tu é que conhece esse lugar estranho.

Já todas oscilamos entre a loucura e a solidão. Às vezes no espaço de minutos. Completamente perdidas no meio da vida, tendo a estabilidade como uma miragem.

Mas todas nos reerguemos. De mil e uma maneiras, acreditando que a experiência nos dá o direito a não repetir os erros.
E sabes que mais? Mais dia, menos dia vamos voltar a esse lugar escuro. Até um dia...

Só espero que as tuas últimas lágrimas sejam mesmo as últimas.