Estou quase há tantos anos na mesma situação em que ela estava quando a conheci. Lembro-me do que ela se queixava e comparo comigo, agora.
Confesso que na altura não dei o devido valor. A inocência da juventude fazia acreditar que todos os homens eram bons. (Não são.)
Quatro anos passados, tenho-lhe um enorme respeito. Enorme. Pela maneira digna como encarou as filhas-da-putice sucessivas. Pela coragem com que continua a trazer bebés lindos ao mundo, apesar da precariedade. Pela forma com os educa sem culpar o mundo. Por continuar a remar contra a maré. Por não desistir, quando era mais fácil ficar fechada em casa. Por conhecer o sentimento da solidariedade.
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Monday, March 14, 2011
Sunday, March 13, 2011
Para a Paula Cosme Pinto
Antes dos grandes nomes jornalísticos, das grandes entrevistas e do frenesim mediático, esta menina percebeu que num sótão em Alfama nascia um grito de revolta.
Foi ouvir os três pares de mãos que lhe davam forma. Palmilhou meio país à procura de rostos da precariedade.
É graças às mãos dela que milhares de leitores levaram um murro no estômago quando confrontados com a vida dos que vivem na corda bamba. Nas últimas semanas, colocou-se em segundo lugar e mostrou um Portugal que todos gostam de deixar debaixo do tapete. Aquele trabalha sem certezas do amanhã, o que estica o saldo negativo para pagar as contas, o que tem um trabalho e não um emprego.
Tenho a sorte de ter orgulho em todos os meus amigos, mas neste momento o sentimento vai todo para a Paula Cosme Pinto. Sem medos e sozinha deu voz a milhares de pessoas que não a têm. Isto só tem um nome: Jornalismo, com "J" grande.
Por mim... Obrigada!
Foi ouvir os três pares de mãos que lhe davam forma. Palmilhou meio país à procura de rostos da precariedade.
É graças às mãos dela que milhares de leitores levaram um murro no estômago quando confrontados com a vida dos que vivem na corda bamba. Nas últimas semanas, colocou-se em segundo lugar e mostrou um Portugal que todos gostam de deixar debaixo do tapete. Aquele trabalha sem certezas do amanhã, o que estica o saldo negativo para pagar as contas, o que tem um trabalho e não um emprego.
Tenho a sorte de ter orgulho em todos os meus amigos, mas neste momento o sentimento vai todo para a Paula Cosme Pinto. Sem medos e sozinha deu voz a milhares de pessoas que não a têm. Isto só tem um nome: Jornalismo, com "J" grande.
Por mim... Obrigada!
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