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Sunday, February 26, 2012

E as primeiras férias de 2012 foram...

... em família e para lá de espectaculares!!!!!
No Natal, ofereci aos meus pais uma viagem a Roma e, no postal que acompanhava o presente, pedi encarecidamente que me levassem com eles. E assim foi:-)

Não temos muito tempo de qualidade juntos e estes dias souberam-me a ouro. Fomos só nós os três, a visitar uma cidade que nenhum conhecia, a rir e a conversar bastante.

Acho que foi um bom prenúncio do ano familiar que agora começa...:-)






Tuesday, December 27, 2011

O Natal foi uma festa:-)

A mesa tornou-se maior com anos, à custa dos que foram partindo. Passámos os hábitos e tradições de uns anos para os outros, muitas vezes tivemos de os adaptar, e acabamos sempre por criar novos costumes.

O Natal foi bom, como é sempre. Começa cedo, a 24, com o aniversário da minha mãe. Estou habituada a que na manhã/tarde da véspera de Natal a minha casa seja "invadida" por amigos e família que com ela querem brindar. Desde 17 (dia de anos do meu pai) que a mesa está posta e a porta de casa aberta para quem quiser se juntar ao nosso Natal.

O cheiro a comida também continua igual, tal como o gosto da minha mãe pela cozinha. Em cada piso é possível sentir a mistura do cheiro das filhós, azevias, da carne no forno e do pudim.

Agora, que já me emancipei e saí de casa sabe ainda melhor voltar. Voltar ao cheiro da comida, às fitas espalhadas pelo corrimão, ao calor da lareira, ao mimo dos pais. Voltar ao conforto, ao sítio onde sei que nunca ninguém me fará mal.

Depois vêm os presentes, as fitas e os laços. E, sim, isso é muito bom. Mas o melhor é continuar a sentir-me no meio deles (mãe e pai) a pessoa mais protegida deste mundo. A mais feliz. E neste Natal foi, de novo, assim.





Wednesday, June 22, 2011

Tanto sobre a minha mãe

Às vezes é a maneira como coloca a mão em cima da mesa no meio de uma conversa acesa. Outras vezes é a quando me vejo ao espelho a sorrir, quase de perfil. De cada vez que as calças ou os vestidos me custam a passar na anca, lembro-me sempre da minha mãe.

Nós não somos a cara-chapada uma da outra. Mas há em mim tanto dela. Tanto.

É da minha mãe que me vem a força, a vontade, a capacidade de resposta. O teimar, sim eu também teimo em teimar. É aos mimos dela que vou buscar energia quando estou em baixo.

Foi com a minha mãe que aprendi que a palavra amor pode ter múltiplos significados. É nela que eu penso, quando penso que quero ser alguém.

E naqueles momentos em que quase desabo, lembro-me dos momentos em que ela quase desabou. E vejo o quanto ela é tão mais forte do que eu e o quanto eu quero ser assim. Um dia, quando for grande.

Sunday, December 12, 2010

A minha mãe conhece-me

Com a casa nova, o trabalho, o Natal à porta, os amigos, o Manuel que aí vem, tinha decidido que não haveria grandes decorações natalícias no meu T2.

Pensei que comprava as decorações nos saldos em Janeiro e fazia a festa com uma coroa na porta e a gigante árvore em casa dos meus pais. Mas... não resisti e comprei uma árvore... desta vez artificial (há que ser responsável). Fui ao fundo do baú e trouxe um presépio que tinha comprado no México. (sou agnóstica mas adoro presépios, ok?)

Achei que bastavam meia dúzia de bolas, só sentir o Natal cá em casa, daí que tenha dito à minha mãe que não valia a pena ela comprar-me muitos enfeites.

Mas a minha mãe conhece-me. Um dia destes chego a casa e tinha um saco com algumas bolas importantes: uma comprada na Jamaica, o urso que a A. me trouxe de Londres, a bola da Unicef dada pela C, e as bolas que comprei na Disney com The Twelve Days of Christmas . Ela não sabe só do que eu gosto. Sabe que gosto de coisas com significado. Que um enfeite da árvore de Natal não é só um enfeite. Tem um significado.

Thursday, June 10, 2010

Um amor que não acaba nunca

Queria só partilhar convosco um comentário que a minha mãe deixou neste post e me pôs com a lagrimita no canto do olho. Há amores que nunca acabam.

O levantar de um voo é uma alegria para os pais, ainda que te julguem bebé (sobretudo o papá, mas é normal, és filha única).
Sou excêntrica, mas, juntamente com o papá, tão mais sereno, acho que conseguimos precisamente transmitir-te a ideia de que o equilíbro também pode ser feito de saudáveis "desequilíbrios".
Seria horrível se fôssemos tão certinhos, tão iguazinhos, não achas? Hoje, estarias muito menos preparada para levantar voo.
O nosso aeroporto tem o teu lugar reservado, pronto para as aterragens que decidires. Sempre e quando quiseres.
Nós vamos continuando a namorar, não deixando de seguir o concretizar dos teus sonhos.
Não és uma filha do acaso, foste muito desejada, só desejamos que continues a dar-nos o carinho e amor que nos tens dado. Na plateia do teu coração, poderá haver lugares a subir e a descer, mas nós queremos lugares cativos.
Felicidades na casa nova! Beijinhos dos papás da filha mais querida do mundo.

Tuesday, June 01, 2010

Equilíbrio

Toda a vida a balança pesou mais para o vosso lado. As fases da vida que me trouxeram à vida adulta foram sempre um carrossel de emoções com histórias, aventuras, sabores e dissabores.

Com o tempo, as coisas começaram a ficar mais equilibradas. A vida encarregou-se de nos colocar batalhas e provações. Isso muda uma pessoa. Faz crescer. Acho que hoje já tomamos todos conta uns dos outros.

A verdade é que, mesmo quando a balança só pendia para o vosso lado, partilhámos tudo. Sem dúvidas de que estaríamos cá para ampararmos as quedas uns dos outros.

No dia em que a vida muda - sim eu sei que ela muda todos os dias, mas hoje muda mais -, levo nos caixotes o bom senso, a solidariedade e a capacidade de amar que vocês me ensinaram.

Coisa que gosto/ É poder partir/ Sem ter planos/ Melhor ainda/ É poder voltar/ Quando quero

Parto para voltar sempre que não conseguir controlar os afectos.

Este post é para a minha mãe e para o meu pai.

Sunday, May 30, 2010

Mimos ao papá e à mamã

Normalmente é ao contrário. Mas como também sei ser uma pessoa bem querida, hoje trouxe-lhes um presentinho. Tuesdays with Morrie para a senhora. O novo livro do Carlos Brito sobre o Cunhal para o senhor.

Agora, estão os dois contentinhos a ler as respectivas obras. (Ai que eu sou tãaao amorosa)

Thursday, October 11, 2007

Novos papéis

Nos últimos dias fui eu que te quis carregar ao colo. Não que tu tenhas deixado de o fazer, mas pela primeira vez, eu tive vontade de agarrar e cuidar de ti.
Da mesma maneira que me embalas nos teus braços desde o dia em que nasci.

A vida coloca-nos provações terríveis. Num dia somos felizes, no outro não. Mas será que já chegámos à altura de partilharmos juntas os problemas. Será que vamos inverter os nossos papéis?
Eu sei que quero partilhar tudo contigo. Sempre soube. Só agora me sinto capaz de o fazer. Espero que confies em mim.

Para a minha mãe.