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Tuesday, July 31, 2012

Barceloooona...:-)

Está aqui tão perto mas andei a desprezá-la este tempo todo. Barcelona é uma cidade linda, mesmo. É como aquelas mulheres elegantes, inteligentes, interessantes e bonitas. Tem um quelque chose que eu não consigo dizer bem o que é.

Pode ser que venha da luz, da arquitetura, da diversidade cultural, da vida das ruas, do cheiro saudável da comida que emana dos restaurantes, da temperatura amena da água que a banha.

Seja o que for, foi suficiente para eu ficar com muita vontade de lá voltar.

Fins després!

Monday, September 12, 2011

Na América


Não fui criada com a ideia de "que na América é que é bom". Pelo contrário, sempre olhei com desconfiança para o país.

Na minha educação de esquerda, os EUA não eram o berço da liberdade de expressão. Eram a imagem atual do colonialismo e imperialismo. Mas também me deram a conhecer outra América, a do Woody Allen, da Susan Sarandon, do Martin Luther King, do Movimento pelos Direitos Civis, do jazz a sul do Mississipi.

Depois fui crescendo e, meio às escondidas, comecei a ver Beverly Hills e a gostar de All Stars e de Levis. No pico da adolescência quis trocar a pacífica e histórica Praga pela cosmopolita Nova Iorque. No entanto, a minha desconfiança com a América e os americanos manteve-se.

Estive na rua a gritar contra a guerra do Iraque em 2004, sou activa na luta contra a pena de morte, completamente contra Guantánamo, muito crítica da falta de Segurança Social no país.

O ano passado visitei os EUA e percebi que, ao contrário do que se diz, os arrogantes, na maior parte das vezes, somos nós, europeus. Somos nós que nos achamos civilizacionalmente e culturalmente superiores. O que em vários aspectos corresponde à verdade, na Europa não há pena de morte, há Estado social e toda a gente tem mais do que duas semanas de férias.

Mas a América tem uma coisa, a meritocracia. É difícil ser-se um dia pobre e no outro milionário, não compro essa ideia do sonho americano. Mas do outro lado do Atlântico a escada social é muito mais fácil de subir. Muito mais. Nada está garantido, para o bem e o para mal.

Há dez anos eu via-a confiança americana ser abanada pela mais cobarde das maneiras, ainda sem saber que uma década depois estaria apaixonada pelo país.