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Friday, August 10, 2012

Em modo pré-férias

Cheguei aquela altura em que já só consigo pensar nas férias. Meti o chip automático e as minhas preocupações são deixar o trabalho todo feito, preparar a viagem e orientar o regresso.

Fiz uma lista do trabalho que tinha de deixar feito, outra das coisas que tinha de levar e mais uma uma com o que tenho de deixar preparado para quando regressar.

Ando numa correria entre consultas do viajante, textos que têm de ficar prontos, amigos de quem tenho de me despedir e marcações que têm de ficar feitas para setembro.

Está quase.

Sunday, September 25, 2011

E foi assim II





Há um lugar no sul da Malásia onde se fala português. Numa pequena cidade, um grupo de descendentes de portugueses preservaram a língua, a cultura, a comida.
Em Malaca há um grupo de foclore, um museu de Portugal, ruas com apelidos portugueses, pastéis de nata, restaurantes da "Prima Vera" e um homem fantástico, de 80 anos, que fala um português perfeito.
Nunca nenhuma destas pessoas pôs o pé em Portugal. Malaca, ou Melaka, celebrou este ano os 500 anos de presença portuguesa. Não é saudosismo do tempo da outra senhora, é chegar tão longe e ver que somos mais que o país do Ronaldo.

E foi assim I







Kuala Lumpur é uma cidade que pode ser descrita por clichés. "A cidade onde o velho se mistura com o novo. A cidade da diversidade cultural." Só que para um ocidental, em KL (como lhe chamam os malaios) o velho, o novo e a diversidade cultural ganham um contorno especial.
No meio de uma multidão de muçulmanos, indianos e chineses há prédios gigantes de onde se pode avistar Chinatown, ou Litle India. Todas as manhãs, esses prédios recebem centenas de executivos, homens e mulheres de véu islâmico, acompanhadas ao trabalho pelos maridos. Normalmente, despedem-se deles com um beijo na mão.
Do outro lado da cidade, sob um calor abrasador e o típico verde tropical, pode-se entrar na China, ou na Índia, de tão preservados que são os hábitos nos bairros típicos.
KL impressiona não pelo tamanho, mas pela harmonia. Pelo caos calma que emana.

Thursday, September 08, 2011

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Voltei ontem a Lisboa e hoje ao trabalho. Só amanhã consigo vir escrever alguma coisa de jeito:p

Wednesday, September 08, 2010

Na América

Detesto estereótipos e ideias pré-concebidas, mas mesmo assim lá vou tendo as minhas manias. E eu tinha a mania, e defendia-a com convicção, de que os americanos eram as pessoas mais egocêntricas e arrogantes do mundo. Pois é… afinal não são.

Passei as últimas três semanas nos EUA, em três cidades de dois estados diferentes. A princípio pensei que a simpatia das pessoas de São Petersburgo, na Flórida, se justificasse por ser uma cidade pequena do sul, onde as pessoas ainda têm tempo para conversar. Depois fui para Miami e pensei que enfim eram os sul-americanos que tornavam a frenética cidade num sítio familiar. Finalmente cheguei à selva. Apesar da enorme vontade em conhecer Nova Iorque, tinha o secreto receio que me atropelassem ou fizessem algo pior por lá…

Ao fim de três semanas só recebi sorrisos e boa vontade. Na maior parte das vezes nem precisava de dizer que estava perdida, havia sempre alguém que se aproximava e dizia “Do you need directions?” Numa me faltou uma alma simpática que me quisesse ajudar com os sacos, ou que me segurassem a porta, ou que me perguntassem de onde é que vinha. E quando não tinham bem a noção de onde ficava Portugal – a maioria conhecia o Cristiano Ronaldo e a selecção -, tinham curiosidade em saber mais. E a quantidade de mulheres – sim mulheres – que se aproximou de mim para dizer que gostava ou dos meus sapatos, ou da minha roupa, ou do meu estilo, assim sem me conhecerem de lado nenhum. E a quantidade de gente que me perguntou se eu queria que me tirassem uma fotografia?! Agora façamos uma refelxão interior e vejamos quantas vezes vemos os turistas a serem assim tratados na Europa, no nosso país, até mesmo por nós!

Sim, a América tem muitos defeitos, não passei a ser uma defensora do sistema de Estado capitalista selvagem, mas os americanos merecem ser vistos de outra maneira. Sem querer, deram-me uma enorme bofetada de luva branca, é que não se pode julgar o todo por uma pequena parte.

Podem-me dizer que tive sorte, mas já visitei muitas capitais europeias em que me nem sequer paravam para me indicar o nome de uma rua.