Acabei o dia com duas amigas numa versão de verão do drunch, num daqueles momentos confortáveis e, ao mesmo tempo, tão "Sexo e a Cidade".
Elas estão bem de coração. Pelo meio da conversa, entre trabalho, namorados, afilhados e futuros filhos, lá acabámos por chegar ao tópico de como se conhecem pessoas hoje em dia.
A questão é real e quem está solteira e a chegar aos 30 corre o risco de ficar ansiosa. Penso nisto muitas muitas vezes. É que apesar de me ser fácil conhecer pessoas, não consigo encontrar ninguém que me arrebate minimamente o coração.
O facto de me ter apaixonado por quem não está disponível emocionalmente não ajuda, é certo. Mesmo assim, não consigo deixar de pensar que o problema está em mim. Fui eu que não controlei o coração, fui eu que não fui capaz de ser racional e perceber que não chegaria a lado nenhum com aquela pessoa.
A m#$%a toda é que consigo guardar boas e más memórias do passado. De palavras que me ajudaram a ultrapassar traumas delicados. De atitudes que ainda hoje me desiludem.
É aos bons momentos que vou buscar a esperança para voltar a acreditar que, um dia, as borboletas voltarão felizes à minha barriga.
Daí, que em dia do aniversário DELE* a música só possa ser esta.
*Caetano Veloso

