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Wednesday, August 08, 2012

É óbvio que me arrependo mas

Acabei o dia com duas amigas numa versão de verão do drunch, num daqueles momentos confortáveis e, ao mesmo tempo, tão "Sexo e a Cidade".

Elas estão bem de coração. Pelo meio da conversa, entre trabalho, namorados, afilhados e futuros filhos, lá acabámos por chegar ao tópico de como se conhecem pessoas hoje em dia.

A questão é real e quem está solteira e a chegar aos 30 corre o risco de ficar ansiosa. Penso nisto muitas muitas vezes. É que apesar de me ser fácil conhecer pessoas, não consigo encontrar ninguém que me arrebate minimamente o coração.

O facto de me ter apaixonado por quem não está disponível emocionalmente não ajuda, é certo. Mesmo assim, não consigo deixar de pensar que o problema está em mim. Fui eu que não controlei o coração, fui eu que não fui capaz de ser racional e perceber que não chegaria a lado nenhum com aquela pessoa.

A m#$%a toda é que consigo guardar boas e más memórias do passado. De palavras que me ajudaram a ultrapassar traumas delicados. De atitudes que ainda hoje me desiludem.

É aos bons momentos que vou buscar a esperança para voltar a acreditar que, um dia, as borboletas voltarão felizes à minha barriga.

Daí, que em dia do aniversário DELE* a música só possa ser esta.

*Caetano Veloso

Tuesday, November 16, 2010

Tem de ser mesmo tão difícil?

Uma pessoa cai. Fica algum tempo no chão a chorar, depois levanta-se. Devagarinho. Volta a apreender a andar. Aos poucos ensaia maneiras de perder o medo. Até ao momento em que pensa 'que se lixe' e volta a mergulhar. Quando dá por ela está dentro do buraco negro outra vez. Só que desta vez parece bom, é melhor. Chega a ter momentos em que parece que o mundo pára. Mas depois... Depois volta a cair. Sempre assim.

Sunday, October 10, 2010

Tão verdade que até dói...



Un hombre puede cambiar todo. Su rostro, su hogar, su familia, su novia, su religión, su Dios. Pero hay una cosa que no puede cambiar. Él no puede cambiar su pasión ...

Sunday, September 26, 2010

As amigas

No complicado mundo das relações há uma prova que, sem parecer, se torna a mais difícil de todas: passar no teste de aprovação das amigas. Sim, das amigas! Esqueçam os pais, os amigos, os ex-namorados que se tornaram grandes amigos, os filhos, os tios, os colegas, os irmãos, os chefes de trabalho. São as amigas as mais exigentes, as mais difíceis de agradar, as mais desconfiadas, as que vão levar mais tempo a acreditar.

Escrevo com conhecimento de causa. Houve um tempo, já distante, em que achei que os homens de algumas das minhas amigas não eram os mais indicados. Por mim, uma delas nunca teria tido o segundo encontro com a pessoa com quem está há quase três anos e que é um rapaz 5estrelas. Passei noites acordada a achar que outras mereciam homens melhores, que deviam experimentar mais da vida, que isto e aquilo. Levei tempo, demasiado porque hoje sou amiga destes rapazes, a aceitá-los. A acreditar que eles eram ‘o tal’. Isto tudo, sem que eles algum dia lhes tivessem feito algo grave!

Sou exigente como amiga. Quero o melhor para as minhas raparigas e qualquer homem que sonhe em fazer-lhes mal vai ter de se ver comigo. Odeio, e aqui é mesmo odiar, os outros homens, aqueles que as fizeram infelizes. Os que não lhes ligaram, os que lhes prenderam o coração sem dar nada troca, os que na realidade não gostaram delas o suficiente. Assim que tenha a mínima hipótese tratar-lhes-eis da saúde.

Elas também são assim comigo. Quando eu começo a divagar, e a desculpar tudo e mais alguma coisa chamam-me à terra. Lembram-me que também eu mereço melhor. Mostram-me a realidade da pessoa que me possa encantar. No fundo, dizem-me a verdade que eu oiço, baixinho, dentro de mim. Aquilo que eu já, mas que ganha outra força quando são elas que me dizem.

Mas ao mesmo tempo acreditam, muito mais do que eu, que há por aí uma pessoa especial. Dão-me mimos e juram-me que tudo vai ficar bem.

Elas estão sempre por aqui. Alerta. Exigentes. E não perdoarão a quem me partir o coração, afinal são sempre as mesmas que me colocam os cacos e fazem voltar ao mundo.