Sou romântica. Não há nada a fazer. Já desisti de deixar de ser assim. Em tudo o que me acontece ou sonho ponho sempre uns pózinhos de romantismo... seja em que sector da vida for.
Desde sempre que imaginei que quando morasse sozinha que volta e meia ia sair do trabalho, passar pelo supermercado gourmet, comprar o que de mais exótico houvesse e cozinhar um jantar tranquilamente para os meus diferentes grupos de amigos. Ah! e fazia isto tudo de saltos altos, muito bem pintada e maquilhada.
Pois é. Mas na vida real as coisas acontecesse de uma maneira um bocadinho diferente... É chegar em cima da hora para começar a cozinhar, sair a correr, de carteira na mão, três ou quatro vezes para ir ao supermercado mais perto comprar tudo o que me esqueci e despenteada e ar desesperado servir a comida com algum tempo de atraso. Só que como sou romântica, acho que a confusão do primeiro jantar de amigos se deve, apenas, ao facto de ter sido o primeiro...
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Sunday, November 21, 2010
Do sonho à vida real
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Wednesday, June 09, 2010
Sentir-se bem na própria pele
Era uma sexta-feira em que toda a gente estava ocupada. Pela primeira vez, em três semanas, preparava-me para entrar de fim-de-semana.
Ao fim de algumas negas dos amigos mais próximos, completamente justificadas, decidi que o facto de estar sozinha não me devia impedir de fazer o que queria com aquele tempo livre.
Despi o preconceito e entrei no restaurante. "Queria uma mesa para uma pessoa, por favor", pedi convictamente. "Mesa só para um?" respondeu o empregado.
Confirmei a minha decisão, de novo com ar convicto, e ele lá acabou por me satisfazer o pedido, apesar do ar de pena.
No restaurante lá se levantaram um ou outro olhar de lado para me deitarem um "lamento por estares sozinha".
Ignorei. Paguei a conta e continuei o meu just for one night out. Próxima paragem: cinema. O mesmo ritual: "Bilhetes para quantas pessoas?"
"Sim é só mesmo para uma", respondi. Chego à sala para ver o filme e em vez de olhares de pena, reparo que não sou a única pessoa sem companhia...
A noite acabou por ser tranquila. É que antes de estarmos bem com outra pessoa, precisamos de estar bem connosco.
PS: Este post já tem uns meses
Ao fim de algumas negas dos amigos mais próximos, completamente justificadas, decidi que o facto de estar sozinha não me devia impedir de fazer o que queria com aquele tempo livre.
Despi o preconceito e entrei no restaurante. "Queria uma mesa para uma pessoa, por favor", pedi convictamente. "Mesa só para um?" respondeu o empregado.
Confirmei a minha decisão, de novo com ar convicto, e ele lá acabou por me satisfazer o pedido, apesar do ar de pena.
No restaurante lá se levantaram um ou outro olhar de lado para me deitarem um "lamento por estares sozinha".
Ignorei. Paguei a conta e continuei o meu just for one night out. Próxima paragem: cinema. O mesmo ritual: "Bilhetes para quantas pessoas?"
"Sim é só mesmo para uma", respondi. Chego à sala para ver o filme e em vez de olhares de pena, reparo que não sou a única pessoa sem companhia...
A noite acabou por ser tranquila. É que antes de estarmos bem com outra pessoa, precisamos de estar bem connosco.
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