ficar feliz pela (honesta) felicidade de outra pessoa, quando se tem a certeza que nunca se provou (nem provará) do mesmo bem.
Para A.
Thursday, May 27, 2010
Coisas bonitas da Amizade I
Monday, May 24, 2010
A minha ida ao Rock in Rio em imagens
Sunday, May 23, 2010
Pensamento do dia...
... Depois da primeiríssima experiência no Rock in Rio percebi que os portugueses estão cheios de saudades da Feira Popular. É que, afinal, passa pela cabeça de muita gente pagar 60 euros para ficar nas filas... das diversões...
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Persistência
Fui criada a admirar a resistência. Talvez essa tenha sido a maior marca de infância que me ficou para a vida.
Mudei, ligeiramente, o verbo e persisti várias vezes em coisas que pareciam (ou me pareciam) uma derrota à partida. Venci algumas guerras, perdi outras quantas batalhas. Mas mesmo as que foram perdidas - e por maior que tenha sido a dor causada -, acabaram por trazer qualquer coisa que até se pode chamar de vitória.
A vida não é fácil. Nem transparente. Não se pode olhar para uma pessoa, aparentemente, bem para acreditar que tudo corre pelo melhor. Por isso, é que persistir, resistir ou não desistir é fundamental. Por maiores que sejam as contrariedades.
Mudei, ligeiramente, o verbo e persisti várias vezes em coisas que pareciam (ou me pareciam) uma derrota à partida. Venci algumas guerras, perdi outras quantas batalhas. Mas mesmo as que foram perdidas - e por maior que tenha sido a dor causada -, acabaram por trazer qualquer coisa que até se pode chamar de vitória.
A vida não é fácil. Nem transparente. Não se pode olhar para uma pessoa, aparentemente, bem para acreditar que tudo corre pelo melhor. Por isso, é que persistir, resistir ou não desistir é fundamental. Por maiores que sejam as contrariedades.
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Thursday, May 20, 2010
Pensamento
Parto para a guerra
com os olhos na paz.
É terça-feira. Sérgio Godinho
com os olhos na paz.
É terça-feira. Sérgio Godinho
Wednesday, May 19, 2010
Coisas que NUNCA se fazem numa relação:
Ok, a minha experiência não é muita. E sim, eu sei que não há regras no amor. Whatever works já dizia o Woody Allen. E é bem verdade... Mas cidadãs do mundo que visitam este blogue, aqui vai uma listinha (por tópicos que é para ser tudo bem claro) de coisas que não se fazem NUNCA numa relação:
- Não se desmarcam compromissos pessoais para ir a correr jantar com o homem por quem estamos interessadas
- Não se desiste de actividades, interesses, projectos ou planos de qualquer espécie por causa da outra pessoa
- Não se é ciumenta (ponto final parágrafo)
- Não se pede à outra pessoa que deixe de falar, de se relacionar com gente de quem não gostamos, ou que deixe de praticar qualquer actividade, ou que deixe de ter qualquer plano, extremamente importante, só porque nós não o aprovamos
- Não se perde a sensualidade (é preciso explicar mais?)
- Não se fazem planos para o futuro no começo... Mesmo na fase estável é preciso ter cuidado. O mais importante é contarmos sempre e só connosco
- Praticar ao máximo o lema: SE QUERES TENS DE CÁ VIR BUSCAR
- Não se desmarcam compromissos pessoais para ir a correr jantar com o homem por quem estamos interessadas
- Não se desiste de actividades, interesses, projectos ou planos de qualquer espécie por causa da outra pessoa
- Não se é ciumenta (ponto final parágrafo)
- Não se pede à outra pessoa que deixe de falar, de se relacionar com gente de quem não gostamos, ou que deixe de praticar qualquer actividade, ou que deixe de ter qualquer plano, extremamente importante, só porque nós não o aprovamos
- Não se perde a sensualidade (é preciso explicar mais?)
- Não se fazem planos para o futuro no começo... Mesmo na fase estável é preciso ter cuidado. O mais importante é contarmos sempre e só connosco
- Praticar ao máximo o lema: SE QUERES TENS DE CÁ VIR BUSCAR
Tuesday, May 18, 2010
Cumplicidade
Partilhar os segredos mais íntimos sem vergonha. Admitir os erros sem dramas. Abrir a porta aos sonhos mais profundos. Mostrar, sem qualquer espécie de medo, o lado mau. Dizer o que se quer conquistar, mesmo que todos saibam que é inatingível. Conhecer os pensamentos através do olhar. Viver a vida sem maquilhagem.
Todos os dias agradeço ao universo por ter a chance da cumplicidade na extensão mais pura do amor: a amizade.
PS: Este post não precisa de dedicatória. As pessoas a quem se dirige conseguir-se-ão reconhecer.
Todos os dias agradeço ao universo por ter a chance da cumplicidade na extensão mais pura do amor: a amizade.
PS: Este post não precisa de dedicatória. As pessoas a quem se dirige conseguir-se-ão reconhecer.
***
às vezes acho que Deus tirou o dia para me "encher o saco".
Monday, May 17, 2010
Tudo muda!
Minha querida,
Já todas estivemos no lugar escuro onde te encontras agora. Nessa ilusão de solidão de onde se pensa que não se vai sair. No meio do vale das lágrimas, cheias de certeza que os nossos pobres corações não têm salvação.
Já todas nos enfadámos com os discursos bonitos de que o tempo cura tudo. Aqueles discursos bacocos de que 'foi melhor assim'. E pensas que só tu é que conhece esse lugar estranho.
Já todas oscilamos entre a loucura e a solidão. Às vezes no espaço de minutos. Completamente perdidas no meio da vida, tendo a estabilidade como uma miragem.
Mas todas nos reerguemos. De mil e uma maneiras, acreditando que a experiência nos dá o direito a não repetir os erros.
E sabes que mais? Mais dia, menos dia vamos voltar a esse lugar escuro. Até um dia...
Só espero que as tuas últimas lágrimas sejam mesmo as últimas.
Já todas estivemos no lugar escuro onde te encontras agora. Nessa ilusão de solidão de onde se pensa que não se vai sair. No meio do vale das lágrimas, cheias de certeza que os nossos pobres corações não têm salvação.
Já todas nos enfadámos com os discursos bonitos de que o tempo cura tudo. Aqueles discursos bacocos de que 'foi melhor assim'. E pensas que só tu é que conhece esse lugar estranho.
Já todas oscilamos entre a loucura e a solidão. Às vezes no espaço de minutos. Completamente perdidas no meio da vida, tendo a estabilidade como uma miragem.
Mas todas nos reerguemos. De mil e uma maneiras, acreditando que a experiência nos dá o direito a não repetir os erros.
E sabes que mais? Mais dia, menos dia vamos voltar a esse lugar escuro. Até um dia...
Só espero que as tuas últimas lágrimas sejam mesmo as últimas.
... agora está esta em repeat
Esta já esteve em repeat...
Saturday, May 15, 2010
Do tamanho da minha altura

Cidadãos e cidadãs do mundo que visitam este blogue: tenho umas melissas rasas. São os primeiros sapatos rasos e de plástico que compro. (tenho mais uns sapatos rasos - que só uso para conduzir -, mas esses foram oferecidos)
Eu, que choro ao sair dos saltos altos, comecei o estágio para os Santos Populares. Já de melissas nos pés dei uma "voltinha" pela Baixa e fui até à Feira do Livro. Devo confessar que gostei de ser do tamanho da minha altura e não do tamanho do que vejo;) A minha conta bancária é que está agora de baixa.
Friday, May 14, 2010
Finalmente um fds!!!!!!!

Ao fim de um mês e três semanas de trabalho SEGUIDO, esta boneca vai ter uma (merecida) pausa. Por isso, vou só ali tirar os saltos altos, a maquilhagem e deitar os horários no lixo e volto segunda-feira, renovada.
Muah
O povo é sereno!
Passaram 9 meses. Só hoje comecei a apagar fotografias do computador. Mas tudo tranquilo. O povo voltou a ser sereno.
Thursday, May 13, 2010
Contar até 333
Eu tenho como lema a música 'Gracias à la vida' de Violeta Parra. E tenho uma 'barriga cheia' de coisas MUITO boas. Mas a maior parte daquilo que fazemos na vida não é fácil. Mesmo nada fácil.
Em muitos dos meus dias tenho mesmo de me levantar dar meia-volta e contar até 333 para não desatar aos berros com as chatices que me vão aparecendo no caminho. Quando chego aos 334 já estou mais calma e volto ao registo normal.
A verdade é que, mesmo no meio de uma imensa vida cheia, há gente muito pequenina à espera de um qualquer momento para nos tentar fazer sentir ainda mais pequeninos do que elas. Até agora o meu segredo tem sido o 333.
PS: Ajuda um nariz meio empinado...
Em muitos dos meus dias tenho mesmo de me levantar dar meia-volta e contar até 333 para não desatar aos berros com as chatices que me vão aparecendo no caminho. Quando chego aos 334 já estou mais calma e volto ao registo normal.
A verdade é que, mesmo no meio de uma imensa vida cheia, há gente muito pequenina à espera de um qualquer momento para nos tentar fazer sentir ainda mais pequeninos do que elas. Até agora o meu segredo tem sido o 333.
PS: Ajuda um nariz meio empinado...
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Sunday, May 09, 2010
Saturday, May 08, 2010
Dia do descanso

Costumamos brincar no jornal que se alguém nos vê de piquete ao fim-de-semana não nos reconhece, ou então pensa que está a entrar noutra dimensão.
É que nos dias em que trabalho sozinha - e não há grandes hipóteses de alguém me ver - entro no chamado dia do descanso. Descanso do verniz, dos saltos altos, da maquilhagem... Enfim... ando de cara completamente à mostra. Há pouco tempo este era um segredo bem guardado, até ao dia em que descobri mais duas companheiras que fazem a mesma coisa...
Quando nos cruzamos nas mudanças de turno, não conseguimos evitar o olhar para as unhas amarelas, já cansadas de tanto verniz, ou para as calças de ganga mais confortáveis que existem no armário.
O dia do descanso é já um ritual feminino.
Este post é dedicado à L. e à P.
Saturday, April 24, 2010
Tuesday, April 20, 2010
Respeito
Há posições que se tomam na vida por uma questão de respeito. Nem que isso obriga a enfrentar feras e bestas.
Por muito difícil que seja é preciso que nos respeitem. Esse respeito só se adquire se nós nos dermos ao respeito. Com os seres pequeninos, que povoam o dia-a-dia, tem de se ter mais força e obrigar a esse respeito.
É o que faço. E continuarei a fazer. Por mais que o desgaste da luta me faça doer o corpo.
Por muito difícil que seja é preciso que nos respeitem. Esse respeito só se adquire se nós nos dermos ao respeito. Com os seres pequeninos, que povoam o dia-a-dia, tem de se ter mais força e obrigar a esse respeito.
É o que faço. E continuarei a fazer. Por mais que o desgaste da luta me faça doer o corpo.
Monday, April 19, 2010
Pensamento do dia
Há qualquer coisa de fantástico quando uma pessoa se apercebe que já não está rodeada de idiotas. Em todos os sentidos!
Wednesday, April 14, 2010
Confesso que hoje fui pirosa (I)
Há dias em que uma mulher desce dos saltos altos...
Nem sempre é possível gerir um emprego exigente, aulas de tango, alemão, árabe, ginásio, dois empregos em part-time e uma vida social ligeiramente agitada, quatro horas de sono e múltiplas correrias durante o dia.
Hoje quebrei a rotina de senhora-que-está-sempre-bem-maravilhosa-e-glamorosa-
-independentemente-da-situação. Saí a correr do jornal e fui direita para o ginásio. Vesti o fato-de-banho para uma aula de hydrobike e meti-me na piscina. Por falta de tempo, a maquilhagem também foi fazer os exercícios comigo.
Não há nada mais "chique" do que estar de pestanas reviradas a suar dentro de uma piscina. Enfim... se fosse uma dondoca tinha feito birra e puxado os cabelos. Aceitei a foleirice que estava a fazer e cumpri (como quase sempre) todas as actividades do dia.
O post fica por aqui, é que ainda há umas horitas de trabalho pela noite dentro...
PS: O título está numerado porque prometo ser pirosa mais vezes.
Nem sempre é possível gerir um emprego exigente, aulas de tango, alemão, árabe, ginásio, dois empregos em part-time e uma vida social ligeiramente agitada, quatro horas de sono e múltiplas correrias durante o dia.
Hoje quebrei a rotina de senhora-que-está-sempre-bem-maravilhosa-e-glamorosa-
-independentemente-da-situação. Saí a correr do jornal e fui direita para o ginásio. Vesti o fato-de-banho para uma aula de hydrobike e meti-me na piscina. Por falta de tempo, a maquilhagem também foi fazer os exercícios comigo.
Não há nada mais "chique" do que estar de pestanas reviradas a suar dentro de uma piscina. Enfim... se fosse uma dondoca tinha feito birra e puxado os cabelos. Aceitei a foleirice que estava a fazer e cumpri (como quase sempre) todas as actividades do dia.
O post fica por aqui, é que ainda há umas horitas de trabalho pela noite dentro...
PS: O título está numerado porque prometo ser pirosa mais vezes.
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Monday, April 05, 2010
Lema de vida I
"Este céu passará e então
teu riso descerá dos montes pelos rios
até desaguar no nosso coração"
Todos os dias quando me levanto penso nisto. Boa semana***
teu riso descerá dos montes pelos rios
até desaguar no nosso coração"
Todos os dias quando me levanto penso nisto. Boa semana***
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Thursday, April 01, 2010
Tempo

Subitamente o tempo parou de contar. Sem querer agarrei o momento e pedi aos deuses que o congelassem. Eternizei-o.
Deixei-o assim por largos meses. Não quis saber do que acontecia à volta. Violei as leis, quebrei as regras, parti todos os relógios que havia em casa. Fingi que nada me afectava. Continuei a eternizar o momento.
Escondi os medos na gaveta. Ignorei os alertas que pareciam vir do futuro. Não quis saber. Desliguei. De tudo.
Mandei o mundo ao ar e fui dar uma volta no... autêntico carrossel das emoções. Joguei a carta mais alta do baralho.
Acabei por perder a aposta. E subitamente os ponteiros do relógio voltaram a contar o tempo.
Tuesday, March 30, 2010
Destinos para 2010

1. Cabo-Verde O objectivo é passar uma semana na ilha do Sal de papo para o ar.
2. EUA O pretexto é um curso no Poynter, mas a estadia vai ser mais do que os cinco das aulinhas. Além da Florida - local onde fica o instituto - Nova Iorque, Washington, Boston são sítios certos. New Orleans fica no campo das hipóteses.
3. Tailândia Finalmente a Ásia. Não sei explicar mas o destino atrai-me. Começar nas montanhas e acabar nas praias do sul... Três semanas em estado zen.
4. Istanbul (Hope so) Se o trabalho correr bem está marcada uma reportagem no local onde a Europa acaba e a Ásia começa. A um interessante projecto profissional juntam-se uns dias de prazer.
5. Menorca Um fim-de-semana de escape em família. Life goes well
PS: Título alternativo "É tão óbvio que já só sonho com as férias"
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Amanhã prometo acordar assim
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Um sonho possível
Monday, March 29, 2010
Saturday, March 27, 2010
Jesse James provou que os homens são básicos...


Sandra Bullock é inteligente. Tem carisma, personalidade e capacidade de sobreviver - e com sucesso - depois dos 40 numa indústria onde ainda se privilegia a juventude.
Se por um lado ficou conhecida por fazer comédias românticas - tem de se reconhecer que fez muitas de qualidade -, por outro vingava como produtora, mostrando ser capaz de acertar nos cavalos certos de corrida.
A juntar a tudo isto conseguiu, depois de uma carreira dedicada à comédia, ganhar um Óscar com um filme "a sério".
Sandra Bullock é bonita. Olhando para ela facilmente se lhe dá menos dez anos. Consegue ser sexy sem ter um aspecto vulgar.
Com todos estes atributos o que é que o marido lhe fez?! Tratou de a trair com uma actriz porno cheia de tatuagens...
Boa escolha Jesse James! Este motoqueiro de "bom gosto" só provou como a raça masculina consegue ser básica ao ponto de trocar uma mulher de nível por uma cabeça oca... Tudo em nome de sexo...
PS: As imagens dizem tudo.
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Wednesday, March 24, 2010
Coisas loucas da vida: 6.30 e AINDA no jornal
São 6:27 quando passo por uma senhora da limpeza e pergunto se precisa de alguma coisa. Pensei que se tivesse sentido mal no fim do turno (da noite) e por isso ainda estava no local de trabalho.
"Não", responde-me ela com ar espantado. Continuei o caminho em direcção à sala de edição e comento com o meu colega que acho estranho "aquela hora" ainda haver serviço de limpeza.
Sem querer, olho para o relógio do computador e vejo que são 6:30 da manhã. A nossa jorna de trabalho ainda tem, pelo menos, mais uma hora pela frente.
Um advice : 40 gigas de imagens não correm bem numa timeline.
PS: É desta que me deito com maquilhagem e sem limpar a pele!!!!!
"Não", responde-me ela com ar espantado. Continuei o caminho em direcção à sala de edição e comento com o meu colega que acho estranho "aquela hora" ainda haver serviço de limpeza.
Sem querer, olho para o relógio do computador e vejo que são 6:30 da manhã. A nossa jorna de trabalho ainda tem, pelo menos, mais uma hora pela frente.
Um advice : 40 gigas de imagens não correm bem numa timeline.
PS: É desta que me deito com maquilhagem e sem limpar a pele!!!!!
Tuesday, March 23, 2010
Partir
De todos os significados da palavra no dicionário o meu preferido é este: Seguir, prosseguir; prolongar-se, estender-se.
Afinal, o fim de um ciclo pode ser sempre um belo começo de outro.
Afinal, o fim de um ciclo pode ser sempre um belo começo de outro.
Monday, March 22, 2010
As mulheres ainda são um objecto... no futebol
Não ligo muito a futebol. Só mesmo quando o Benfica ganha é que sintonizo as notícias desportivas. (Ah e só o faço na altura dos festejos!)
Ontem, quando o Benfica ganhou a Taça da Liga lá parei uns momentos a saborear a vitória. Corria tudo bem até ao momento em que reparo nas senhoritas que distribuíam as medalhas e os brindes da cerveja que patrocina o evento.
Como de costume escolheram manequins, no entanto estas destacavam-se pela roupa que lhes faltava. Eu não sou conservadora e acho que cada um deve vestir o que quiser, não tenho nada contra mulheres que andam de saia curta e demasiado arranjadas no trabalho, mas preocupa-me que num evento desportivo as meninas das medalhas estejam com um pano que mal lhes tapa o rabo.
É uma imagem linda para se dar em plena final de um evento conhecido por ser frequentado, maioritariamente, por homens. Sim, as mulheres já chegaram ao topo, mas para os energúmenos que vão à bola vão ser sempre um objecto para mostrar as pernas e o decote.
Ontem, quando o Benfica ganhou a Taça da Liga lá parei uns momentos a saborear a vitória. Corria tudo bem até ao momento em que reparo nas senhoritas que distribuíam as medalhas e os brindes da cerveja que patrocina o evento.
Como de costume escolheram manequins, no entanto estas destacavam-se pela roupa que lhes faltava. Eu não sou conservadora e acho que cada um deve vestir o que quiser, não tenho nada contra mulheres que andam de saia curta e demasiado arranjadas no trabalho, mas preocupa-me que num evento desportivo as meninas das medalhas estejam com um pano que mal lhes tapa o rabo.
É uma imagem linda para se dar em plena final de um evento conhecido por ser frequentado, maioritariamente, por homens. Sim, as mulheres já chegaram ao topo, mas para os energúmenos que vão à bola vão ser sempre um objecto para mostrar as pernas e o decote.
Thursday, March 18, 2010
Salvar os que se afogam

Num documentário sobre "A Queda" - o filme alemão que mostra os últimos dias de Hitler -, a dada altura a secretária do ditador diz que se arrepende de não ter "feito frente" ao III Reich.
O momento do arrependimento aconteceu no pós-guerra quando passou por um memorial improvisado em honra dos resistentes do nazismo e viu o nome de uma rapariga da sua terra, da mesma idade, que acabou por morrer. Conta Traudl Junge que ao ver uma rapariga da mesma origem e idade seguir um caminho oposto ao seu viu que, afinal, também poderia ter feito o mesmo.
Penso sempre nisto sempre que me dizem que, às vezes, temos de nos acomodar aos regimes e às situações por não termos força para os combater.
Irena Sendler escolheu o caminho da solidariedade, honra e dignidade. O caminho do combate. Em nome dos valores em que acreditava - tão simples como a solidariedade-, percorreu o gueto de Varsóvia levando comida e medicamentos aos judeus. Até à evacuação do gueto, em 1942, resgatou 2.500 crianças judias, levando-as escondidas para que pudessem sobreviver.
O feito valeu-lhe a prisão e tortura em 1943. Em 2007, foi proposta a Prémio Nobel da Paz, num ano em que o laureado foi Al Gore.
Desaparecida desde 2008, deixou para a eternidade uma mensagem: "Fui educada na ideia de que é preciso salvar qualquer pessoa (que se afoga), sem ter em conta a sua religião ou notoriedade". Eu também acredito.
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Wednesday, March 17, 2010
Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma
Negação. Tristeza. Ódio. Raiva. Medo. Solidão. Tristeza. Raiva. Ódio. Medo. Solidão. Abandono. Injustiça. Tristeza. Raiva... Convulsão de vários sentimentos negativos. Injustiça. Raiva. Tristeza... Vontade de superar o mundo. Abandono. Solidão. Tristeza. Injustiça. Aceitação.
Felizes aqueles que se deparam com a última palavra do parágrafo anterior, depois da vida lhes ter trocado as voltas. A palavra tem tanto de mágico como de profético. Aceitar significa seguir em frente.
O passado continua a existir, no entanto deixa de nos comandar o dia-a-dia. A raiva, o ódio, o medo, a tristeza e a solidão serão superados - superados, não apagados -, pela tranquilidade, certeza, alegria e companhia. O karma encarregar-se-á da justiça terrena. Sem pressas. Afinal, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
Felizes aqueles que se deparam com a última palavra do parágrafo anterior, depois da vida lhes ter trocado as voltas. A palavra tem tanto de mágico como de profético. Aceitar significa seguir em frente.
O passado continua a existir, no entanto deixa de nos comandar o dia-a-dia. A raiva, o ódio, o medo, a tristeza e a solidão serão superados - superados, não apagados -, pela tranquilidade, certeza, alegria e companhia. O karma encarregar-se-á da justiça terrena. Sem pressas. Afinal, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
Thursday, January 14, 2010
Mulheres que fazem a diferença I
Talvez aquilo que mais goste em Michelle Bachelet seja o facto de ter resistido à ditadura de Pinoche. Depois de ter sido expulsa do país, quando o pai já tinha sido morto pelo regime, não baixou os braços e fez um caminho que a levou em 2006 à presidência do país.
É sempre uma heroína que não tem a palavra nunca no vocabulário, mas que mesmo assim se consegue apaixonar, que vejo quando penso em Bachelet.
Ontem, ao ver a entrevista que deu a Mário Soares na RTP1, reparei pela primeira vez numa das suas "obras" que vai deixar no Chile. A atribuição de uma reforma a todos os chilenos, incluindo às donas-de-casa, que até aqui não tinham direito a nada. Reformas a quem nunca trabalhou, argumentarão com aparente lógica as vozes de direita.
Não. Trata-se de justiça social. Sem ser feita de forma demagoga e em democracia (adoro dizer esta palavra com sotaque latino-americano). E progresso. Sim, também se trata de progresso, principalmente, numa cultura onde o homem ainda é o actor principal nas relações.
Parece pouco. Mas faz uma grande diferença. Hoje, já não há mulheres dependentes no Chile.
É sempre uma heroína que não tem a palavra nunca no vocabulário, mas que mesmo assim se consegue apaixonar, que vejo quando penso em Bachelet.
Ontem, ao ver a entrevista que deu a Mário Soares na RTP1, reparei pela primeira vez numa das suas "obras" que vai deixar no Chile. A atribuição de uma reforma a todos os chilenos, incluindo às donas-de-casa, que até aqui não tinham direito a nada. Reformas a quem nunca trabalhou, argumentarão com aparente lógica as vozes de direita.
Não. Trata-se de justiça social. Sem ser feita de forma demagoga e em democracia (adoro dizer esta palavra com sotaque latino-americano). E progresso. Sim, também se trata de progresso, principalmente, numa cultura onde o homem ainda é o actor principal nas relações.
Parece pouco. Mas faz uma grande diferença. Hoje, já não há mulheres dependentes no Chile.
Wednesday, December 30, 2009
Tuesday, December 29, 2009
Cuidado com o que se deseja!
Foi há um ano. Peguei numa folha de rascunho e, em plena noite no jornal, escrevi meia dúzia de tópicos com o que queria fazer em 2009.
A folha já perdi, também quase há um ano, é que nunca dei muita importância a resoluções de Ano Novo. No entanto sem querer completei uma grande parte desses objectivos.
Dito assim pode parecer uma coisa positiva. O pior é que o que desejamos num dia, que não foi particularmente bom, não é a decisão mais racional do mundo.
É por isso que este ano vou fazer aquilo que sempre fiz, à excepção do ano passado, não vou pedir nada para 2010. No entanto, secretamente, fico à espera que o próximo ano seja o tal.
Bom Ano!
A folha já perdi, também quase há um ano, é que nunca dei muita importância a resoluções de Ano Novo. No entanto sem querer completei uma grande parte desses objectivos.
Dito assim pode parecer uma coisa positiva. O pior é que o que desejamos num dia, que não foi particularmente bom, não é a decisão mais racional do mundo.
É por isso que este ano vou fazer aquilo que sempre fiz, à excepção do ano passado, não vou pedir nada para 2010. No entanto, secretamente, fico à espera que o próximo ano seja o tal.
Bom Ano!
Monday, December 07, 2009
As simple as that
EL DIA QUE ME QUIERAS
Acaricia mi ensueño
el suave murmullo de tu suspirar.
Como rie la vida
si tus ojos negros me quieren mirar.
Y si es mio el amparo
de tu risa leve
que es como un cantar,
ella aquieta mi herida,
todo todo se olvida.
El día que me quieras
la rosa que engalana,
se vestirá de fiesta
con su mejor color.
Y al viento las campanas
dirán que ya eres mía,
y locas las fontanas
se contaran su amor.
La noche que me quieras
desde el azul del cielo,
las estrellas celosas
nos mirarán pasar.
Y un rayo misterioso
hara nido en tu pelo,
luciernaga curiosa que veras
que eres mi consuelo.
El día que me quieras
no habra más que armonía.
Será clara la aurora
y alegre el manantial.
Traerá quieta la brisa
rumor de melodía.
Y nos daran las fuentes
su canto de cristal.
El día que me quieras
endulzara sus cuerdas
el pajaro cantor.
Florecerá la vida
no existira el dolor
La noche que me quieras
desde el azul del cielo,
las estrellas celosas
nos mirarán pasar.
Y un rayo misterios
hará nido en tu pelo.
Luciernaga curiosa que veras
que eres mi consuelo.
Acaricia mi ensueño
el suave murmullo de tu suspirar.
Como rie la vida
si tus ojos negros me quieren mirar.
Y si es mio el amparo
de tu risa leve
que es como un cantar,
ella aquieta mi herida,
todo todo se olvida.
El día que me quieras
la rosa que engalana,
se vestirá de fiesta
con su mejor color.
Y al viento las campanas
dirán que ya eres mía,
y locas las fontanas
se contaran su amor.
La noche que me quieras
desde el azul del cielo,
las estrellas celosas
nos mirarán pasar.
Y un rayo misterioso
hara nido en tu pelo,
luciernaga curiosa que veras
que eres mi consuelo.
El día que me quieras
no habra más que armonía.
Será clara la aurora
y alegre el manantial.
Traerá quieta la brisa
rumor de melodía.
Y nos daran las fuentes
su canto de cristal.
El día que me quieras
endulzara sus cuerdas
el pajaro cantor.
Florecerá la vida
no existira el dolor
La noche que me quieras
desde el azul del cielo,
las estrellas celosas
nos mirarán pasar.
Y un rayo misterios
hará nido en tu pelo.
Luciernaga curiosa que veras
que eres mi consuelo.
Friday, November 20, 2009
Both Sides
Bows and flows of angel hair and ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere, i've looked at cloud that way.
But now they only block the sun, they rain and snow on everyone.
So many things i would have done but clouds got in my way.
I've looked at clouds from both sides now,
From up and down, and still somehow
It's cloud illusions i recall.
I really don't know clouds at all.
Moons and junes and ferris wheels, the dizzy dancing way you feel
As every fairy tale comes real; i've looked at love that way.
But now it's just another show. you leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know, don't give yourself away.
I've looked at love from both sides now,
From give and take, and still somehow
It's love's illusions i recall.
I really don't know love at all.
Tears and fears and feeling proud to say "i love you" right out loud,
Dreams and schemes and circus crowds, i've looked at life that way.
But now old friends are acting strange, they shake their heads, they say
I've changed.
Something's lost but something's gained in living every day.
I've looked at life from both sides now,
From win and lose, and still somehow
It's life's illusions i recall.
I really don't know life at all.
Joni Mitchell
And feather canyons everywhere, i've looked at cloud that way.
But now they only block the sun, they rain and snow on everyone.
So many things i would have done but clouds got in my way.
I've looked at clouds from both sides now,
From up and down, and still somehow
It's cloud illusions i recall.
I really don't know clouds at all.
Moons and junes and ferris wheels, the dizzy dancing way you feel
As every fairy tale comes real; i've looked at love that way.
But now it's just another show. you leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know, don't give yourself away.
I've looked at love from both sides now,
From give and take, and still somehow
It's love's illusions i recall.
I really don't know love at all.
Tears and fears and feeling proud to say "i love you" right out loud,
Dreams and schemes and circus crowds, i've looked at life that way.
But now old friends are acting strange, they shake their heads, they say
I've changed.
Something's lost but something's gained in living every day.
I've looked at life from both sides now,
From win and lose, and still somehow
It's life's illusions i recall.
I really don't know life at all.
Joni Mitchell
Thursday, October 08, 2009
Um dia ainda vou cantar esta música em dueto...
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Friday, August 14, 2009
Sunday, August 02, 2009
Reconforto
Já nos habituámos a não pedir autorização para entrar nos respectivos mundos.
Chego cansada sempre que me abres a porta. Não é que o suor me escorra pela cabeça. Não é isso. É um cansaço de dever cumprido, mas ao mesmo tempo de quem acabou de sair das trincheiras.
Saio, furiosamente, do mundo para o teu recanto. As mil e uma peles, que uso nas minhas mil e uma tarefas, ficam à porta. Tiro os saltos altos e liberto-me. O relógio salta do pulso a uma velocidade que me faz esquecer, frequentemente, do sítio para onde foi.
E,calmamente, fico mais calma. É uma tranquilidade enorme que deita por terra o meu Vietname. E pronto. Enrosco-me, sem pedir licença, no teu ninho. Conforto-me no desconforto que mesmo o caos calmo pode ter. É bom.
Amanhã recomeço. Hoje não.
Chego cansada sempre que me abres a porta. Não é que o suor me escorra pela cabeça. Não é isso. É um cansaço de dever cumprido, mas ao mesmo tempo de quem acabou de sair das trincheiras.
Saio, furiosamente, do mundo para o teu recanto. As mil e uma peles, que uso nas minhas mil e uma tarefas, ficam à porta. Tiro os saltos altos e liberto-me. O relógio salta do pulso a uma velocidade que me faz esquecer, frequentemente, do sítio para onde foi.
E,calmamente, fico mais calma. É uma tranquilidade enorme que deita por terra o meu Vietname. E pronto. Enrosco-me, sem pedir licença, no teu ninho. Conforto-me no desconforto que mesmo o caos calmo pode ter. É bom.
Amanhã recomeço. Hoje não.
Wednesday, July 29, 2009
O regresso
Gosto de regressar. Sabe-me bem voltar ao lugar de onde tudo parte. O sítio das alegrias, das tristezas, dos começos, fins e recomeços.
Não vivo sem explorar. Não há nada como acordar e saber que os únicos planos são os da partida. Cada viagem é um ciclo. Cheia de riqueza, de vidas tão distantes, mas que palpitam como a nossa.
Partir é como lavar a alma. É um momento único em que espiamos os pecados, nos fortalecemos e agradecemos a oportunidade de ter momentos bons.
Fui de férias e voltei. Gostei. Mas também gosto de regressar.
Não vivo sem explorar. Não há nada como acordar e saber que os únicos planos são os da partida. Cada viagem é um ciclo. Cheia de riqueza, de vidas tão distantes, mas que palpitam como a nossa.
Partir é como lavar a alma. É um momento único em que espiamos os pecados, nos fortalecemos e agradecemos a oportunidade de ter momentos bons.
Fui de férias e voltei. Gostei. Mas também gosto de regressar.
Thursday, May 21, 2009
Coisas da vida em saltos altos
Não é vaidade, muito menos desejo de perfeição. Não se trata de extremo cuidado com a aparência. Mas as mulheres acumulam mais uma tarefa às muitas que têm às costas: o de parecer, minimamente, bem.
Que quer isto dizer? É muito simples, depois de mais de 16 horas de trabalho - daquele em que se sente um peso enorme nos ombros - não nos desligamos do mundo e vamos para cama. Não. Nada disso.
Antes há um ritual de desmaquilhagem e limpeza de pele. Não é nada do outro mundo, no entanto tem de ser feito. E este é apenas um exemplo.
Um destes dias, dei por mim dei comigo a arranjar as unhas às 3h30m da manhã. No dia a seguir tinha um compromisso de trabalho e convinha não chegar com aspecto de quem tinha ido cobrir a guerra no Iraque.
Depois da correria do dia-a-dia, prolonguei o cansaço. E volto ao início deste post. Não foi por vaidade. Nesta cabeça as prioridades ainda têm brains em primeiro lugar. Foi mesmo para estar bem. Para ninguém reparar nas olheiras no rosto ou nos cabelos despenteados, e assim, ficar concentrado no que me sai da boca.
Que quer isto dizer? É muito simples, depois de mais de 16 horas de trabalho - daquele em que se sente um peso enorme nos ombros - não nos desligamos do mundo e vamos para cama. Não. Nada disso.
Antes há um ritual de desmaquilhagem e limpeza de pele. Não é nada do outro mundo, no entanto tem de ser feito. E este é apenas um exemplo.
Um destes dias, dei por mim dei comigo a arranjar as unhas às 3h30m da manhã. No dia a seguir tinha um compromisso de trabalho e convinha não chegar com aspecto de quem tinha ido cobrir a guerra no Iraque.
Depois da correria do dia-a-dia, prolonguei o cansaço. E volto ao início deste post. Não foi por vaidade. Nesta cabeça as prioridades ainda têm brains em primeiro lugar. Foi mesmo para estar bem. Para ninguém reparar nas olheiras no rosto ou nos cabelos despenteados, e assim, ficar concentrado no que me sai da boca.
Sunday, March 01, 2009
Saturday, February 28, 2009
A pureza de Slumdog Millionaire

Há um momento no filme Slumdog Millionaire onde a pureza impera. Acontece quando os irmãos Salim e Jamal, tão diferentes, chegam ao Taj Mahal e calçam sapatos pela primeira vez.
Só quem nunca passou a barreira do primeiro mundo não percebe o poder daquela atitude. Aqueles eram os primeiros sapatos e com um sorriso ingénuo duas crianças, uma mais inocente do que a outra, experimentaram uns minutos da vida de um privilegiado.
Para mim é o momento do filme.
Friday, February 13, 2009
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Monday, January 26, 2009
Um hino às mulheres!
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies, now put your hands up
Up in the club (club)
We just broke up (Up)
I'm doing my own lil' thing
You decided to dip (dip)
Now you wanna trip (trip)
Cause another brother noticed me
I'm up on him (him)
He up on me (me)
Don't pay him any attention
'Cause I've cried my tears (tears)
After three good years (years)
You can't be mad at me
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
I got gloss on my lips (lips)
A man on my hips (hips)
He got me tighter than my Dereon jeans
Actin' up (up)
Drank in my cup (cup)
I can care less what you think
I need no permission
Did I mention
Don't pay him any attention
Cause you had your turn (turn)
And now you're ganna learn (learn)
What's it really feels like to miss me
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Don't treat me to these things of the world
I'm not that kind of girl
Your love is what I prefer, what I deserve
Is a man that makes me then takes me and delivers me
To a destiny to infinity and beyond
Pull me into your arms
Say I'm the one you want
If you don’t, you’ll be alone
And like a ghost I’ll be gone
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies, now put your hands up
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies, now put your hands up
Up in the club (club)
We just broke up (Up)
I'm doing my own lil' thing
You decided to dip (dip)
Now you wanna trip (trip)
Cause another brother noticed me
I'm up on him (him)
He up on me (me)
Don't pay him any attention
'Cause I've cried my tears (tears)
After three good years (years)
You can't be mad at me
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
I got gloss on my lips (lips)
A man on my hips (hips)
He got me tighter than my Dereon jeans
Actin' up (up)
Drank in my cup (cup)
I can care less what you think
I need no permission
Did I mention
Don't pay him any attention
Cause you had your turn (turn)
And now you're ganna learn (learn)
What's it really feels like to miss me
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Don't treat me to these things of the world
I'm not that kind of girl
Your love is what I prefer, what I deserve
Is a man that makes me then takes me and delivers me
To a destiny to infinity and beyond
Pull me into your arms
Say I'm the one you want
If you don’t, you’ll be alone
And like a ghost I’ll be gone
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies (all the single ladies)
All the single ladies, now put your hands up
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh-oh-oh-ooh-oh-oh-oh-oh-oh
Wha-oh-oh
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh
Cause if you like it then you shoulda put a ring on it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Don't be mad once you see that he want it
If you like it then you shoulda put a ring on it
Wha-oh-oh
Monday, January 19, 2009
Monday, December 22, 2008
Hoje estou assim...
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada, porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada, porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
Sunday, December 14, 2008
Para sempre de pijama
Passaram dez anos e sempre que olho para nós as duas vejo-nos de pijamas com bonecos, não sei bem quais, na primeira dormida em minha casa. O mundo estava por conquistar nessa altura. Mais do que isso, não sabíamos bem do que é/era feito.
Aos poucos fomos construindo mundos diferentes. Mas acredito que sempre ligados por uma ponte. (Afinal, este amor de uma amizade feita do nada nos bancos de escola não morreu.)
Agora chegaste ao ponto de não retorno da tua história de amor. Por mais longe que as "minhas histórias" andem da tua não posso deixar de sentir o momento. À medida que os meses vão passando, entendo que vais entrar numa fase, completamente, diferente da que tivemos até aqui. Emociono-me. (O amor não deixa de me surpreender.)
Continuo a ver-nos de pijamas. Para mim vamos estar sempre assim. 15 anos. Inocentes na vida. O mundo como lugar estranho. Independentemente das voltas que a vida dê.
Para A.
Aos poucos fomos construindo mundos diferentes. Mas acredito que sempre ligados por uma ponte. (Afinal, este amor de uma amizade feita do nada nos bancos de escola não morreu.)
Agora chegaste ao ponto de não retorno da tua história de amor. Por mais longe que as "minhas histórias" andem da tua não posso deixar de sentir o momento. À medida que os meses vão passando, entendo que vais entrar numa fase, completamente, diferente da que tivemos até aqui. Emociono-me. (O amor não deixa de me surpreender.)
Continuo a ver-nos de pijamas. Para mim vamos estar sempre assim. 15 anos. Inocentes na vida. O mundo como lugar estranho. Independentemente das voltas que a vida dê.
Para A.
Friday, December 05, 2008
Monday, November 10, 2008
Saturday, October 25, 2008
Friday, October 03, 2008
25 anos, 25 músicas (Parte I)
Em honra dos meus 25 anos decidi escolher 25 músicas que me tocam. Cá vai a primeira.
O meu querido Elvis é perfeito para os dias em que acordo menos feliz. Nada melhor do que ouvir esta música para mudar, imediatamente, o estado de espírito.
O meu querido Elvis é perfeito para os dias em que acordo menos feliz. Nada melhor do que ouvir esta música para mudar, imediatamente, o estado de espírito.
Tuesday, September 23, 2008
Fez sol no dia dos meus 25 anos
Fez bom tempo no dia em que fiz 25 anos. Tal como cada ano, que passou num abrir e fechar de olhos, o "dia d" chegou, rapidamente, e entrou na minha vida sem pedir licença.
No meio da correria do dia-a-dia. Entre o que fiz e o que tenho por fazer. Perdida nas "to do lists" interminavéis do meu organizer mental, cumpri 25 anos. Para surpresa de tudo e de todos, fez bom tempo no dia em que fiz 25 anos. O sol chegou de mansinho e ficou. E ficará. Pelo menos, até ao dia em que tiver 26 anos. Aí, renovar-se-á.
Friday, March 21, 2008
Sunday, March 16, 2008
Navegar em segurança é preciso!
Os jovens e os perigos da net
Navegar em segurança é preciso!
O universo paralelo que é a Internet tem inúmeros atractivos para os mais novos que nela navegam sozinhos. E desses atractivos também há os menos positivos. O Falar Global, programa da SIC Notícias, organizou uma conferência sobre o assunto para deixar os pais mais alerta.
Navegar em segurança é preciso!
O universo paralelo que é a Internet tem inúmeros atractivos para os mais novos que nela navegam sozinhos. E desses atractivos também há os menos positivos. O Falar Global, programa da SIC Notícias, organizou uma conferência sobre o assunto para deixar os pais mais alerta.
Wednesday, March 12, 2008
Sunday, January 27, 2008
Saturday, January 19, 2008
Gosto
Frio. Aconchego. Chuva. Sol de Inverno. O amor. Pequenos momentos que ninguém repara e que são tão grandes. Abril. Solidariedade. Cor. Amizade. A idade. Serenidade. Paz. Ternura. Partilha. Ser companheira de armas, de guerra e de vida. Vermelho. O meu pai. A minha mãe. A minha mãe e o meu pai. O pai e a mãe, por igual, sem ordem. Abraços. Festinhas pequeninas. "Mesmo na noite mais triste/em tempo de servidão/há sempre alguém que resiste/há sempre alguém que diz não" - o nosso lema mamã. Querer. Fazer. Desejar. Conseguir. Sonhar. Viver.
Sunday, December 23, 2007
A minha música de Natal aos 5 anos

A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós
No Natal pela manhã
Ouvem-se os sinos tocar
E há uma grande alegria, no ar
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Nesta manhã de Natal
Há em todos os países
Muitos milhões de meninos, felizes
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Vão aos saltos pela casa
Descalças ou com chinelos
Procurar suas prendas, tão belas
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Depois há danças de roda
As crianças dão as mãos
No Natal todos se sentem irmãos
A todos um Bom Natal
A todos um Bom Natal
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Que seja um Bom Natal, para todos vós
Se isto fosse verdade
Para todos os Meninos
Era bom ouvir os sinos tocar.
Refrão A todos um Bom Natal A todos um Bom Natal Que seja um Bom Natal, para todos vós Que seja um Bom Natal, para todos vós
Monday, November 26, 2007
A minha resposta do 25 de Novembro
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoa
sai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais?
Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Manuel Alegre
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoa
sai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais?
Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Manuel Alegre
Friday, November 16, 2007
Saturday, November 03, 2007
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi,
hei-de inventar contigo
sei que não sei,
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim,
deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba,
quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei,
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim
Jorge Palma
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi,
hei-de inventar contigo
sei que não sei,
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim,
deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba,
quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei,
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim
Jorge Palma
Sunday, October 28, 2007
Friiiiiiiiiiio
O casaco que está, habitualmente, de prevenção na mala saltou cá para fora. A lista das prendas de Natal e dos postais a enviar já está no moleskine (não há nada pior do que chegar a 21 de Dezembro e escrever os postais de Natal no Tribunal Militar de Lisboa, por manifesta falta de tempo).
Sair à noite implica vestir roupa de Inverno. No Jardim da Parada, as crianças brincam agasalhadas. "L. não te esqueças de vestir o casaco", ouve-se.
Apetece-me ficar em casa, em pijama de flanela, ao pé da lareira. E cozinhar brigadeiros e bolos de chocolate para a pequenada.
Chegou o frio! Vem aí o Inverno! (Já tinha saudades) Agora, vou agarrá-lo com as duas mãos!
Sair à noite implica vestir roupa de Inverno. No Jardim da Parada, as crianças brincam agasalhadas. "L. não te esqueças de vestir o casaco", ouve-se.
Apetece-me ficar em casa, em pijama de flanela, ao pé da lareira. E cozinhar brigadeiros e bolos de chocolate para a pequenada.
Chegou o frio! Vem aí o Inverno! (Já tinha saudades) Agora, vou agarrá-lo com as duas mãos!
Wednesday, October 24, 2007
*****
Sentir la cadencia de tu cuerpo
temblando esparcido sobre el trigo,
la alfombra de pájaros hacia el viento,
como el mismo dorado hilo
de aceite en la tinaja,
como el tiempo y, a veces,
como decir te quiero
con la voz de la palabra desnuda.
Rafael de Cózar
temblando esparcido sobre el trigo,
la alfombra de pájaros hacia el viento,
como el mismo dorado hilo
de aceite en la tinaja,
como el tiempo y, a veces,
como decir te quiero
con la voz de la palabra desnuda.
Rafael de Cózar
It´s up to you New York!

Isaac Davis: She's 17. I'm 42 and she's 17. I'm older than her father, can you believe that? I'm dating a girl, wherein, I can beat up her father.
Thursday, October 11, 2007
Novos papéis
Nos últimos dias fui eu que te quis carregar ao colo. Não que tu tenhas deixado de o fazer, mas pela primeira vez, eu tive vontade de agarrar e cuidar de ti.
Da mesma maneira que me embalas nos teus braços desde o dia em que nasci.
A vida coloca-nos provações terríveis. Num dia somos felizes, no outro não. Mas será que já chegámos à altura de partilharmos juntas os problemas. Será que vamos inverter os nossos papéis?
Eu sei que quero partilhar tudo contigo. Sempre soube. Só agora me sinto capaz de o fazer. Espero que confies em mim.
Para a minha mãe.
Da mesma maneira que me embalas nos teus braços desde o dia em que nasci.
A vida coloca-nos provações terríveis. Num dia somos felizes, no outro não. Mas será que já chegámos à altura de partilharmos juntas os problemas. Será que vamos inverter os nossos papéis?
Eu sei que quero partilhar tudo contigo. Sempre soube. Só agora me sinto capaz de o fazer. Espero que confies em mim.
Para a minha mãe.
Wednesday, October 03, 2007
Monday, October 01, 2007
Eu vou te amar
Eu sei que eu vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu vou-te amar
Em cada despedida
Eu vou-te amar
Desesperadamente,
Eu sei que vou-te amar
Ahhh
Por cada verso meu, cada verso meu
Será para te dizer que
Eu sei que vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu vou-te amar
Em cada despedida
Eu vou-te amar
Desesperadamente
Eu sei que eu vou-te amar
Eu sei que eu vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu vou-te amar
Em cada despedida
Eu vou-te amar
Desesperadamente
Eu sei que eu vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua
Eu vou chorar
Mas cada volta tua
Há-de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver
Ao lado teu
Por toda a minha vida
Eu sei que vou-te amar
letra de Vinícius de Moraes. música de Tom Jobim
Por toda a minha vida
Eu vou-te amar
Em cada despedida
Eu vou-te amar
Desesperadamente,
Eu sei que vou-te amar
Ahhh
Por cada verso meu, cada verso meu
Será para te dizer que
Eu sei que vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu vou-te amar
Em cada despedida
Eu vou-te amar
Desesperadamente
Eu sei que eu vou-te amar
Eu sei que eu vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu vou-te amar
Em cada despedida
Eu vou-te amar
Desesperadamente
Eu sei que eu vou-te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua
Eu vou chorar
Mas cada volta tua
Há-de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver
Ao lado teu
Por toda a minha vida
Eu sei que vou-te amar
letra de Vinícius de Moraes. música de Tom Jobim
Thursday, September 27, 2007
Old 55
Well my time went so quickly,
I wentlickety-splickly out to my old '55
As I drove away slowly, feeling so holy, God
knows, I was feeling alive.
Now the sun's coming up, I'm riding with Lady
Luck, freeway cars and trucks,
Stars beginning to fade, and I lead the parade
Just a-wishing I'd stayed a little longer,
Oh, Lord, let me tell you that the feeling's
getting stronger.
And it's six in the morning, gave me no warning; I
had to be on my way.
Well there's trucks all a-passing me, and the
lights are all flashing,
I'm on my way home from your place.
And now the sun's coming up, I'm riding with Lady
Luck, freeway cars and trucks,
Stars beginning to fade, and I lead the parade
Just a-wishing I'd stayed a little longer,
Oh, Lord, let me tell you that the feeling's
getting stronger.
And my time went so quickly, I went
lickety-splickly out to my old '55
As I pulled away slowly, feeling so holy, God
knows, I was feeling alive.
Now the sun's coming up, I'm riding with Lady
Luck,
Freeway cars and trucks,
freeway cars and trucks,
freeway cars and trucks...
Tom Waits
I wentlickety-splickly out to my old '55
As I drove away slowly, feeling so holy, God
knows, I was feeling alive.
Now the sun's coming up, I'm riding with Lady
Luck, freeway cars and trucks,
Stars beginning to fade, and I lead the parade
Just a-wishing I'd stayed a little longer,
Oh, Lord, let me tell you that the feeling's
getting stronger.
And it's six in the morning, gave me no warning; I
had to be on my way.
Well there's trucks all a-passing me, and the
lights are all flashing,
I'm on my way home from your place.
And now the sun's coming up, I'm riding with Lady
Luck, freeway cars and trucks,
Stars beginning to fade, and I lead the parade
Just a-wishing I'd stayed a little longer,
Oh, Lord, let me tell you that the feeling's
getting stronger.
And my time went so quickly, I went
lickety-splickly out to my old '55
As I pulled away slowly, feeling so holy, God
knows, I was feeling alive.
Now the sun's coming up, I'm riding with Lady
Luck,
Freeway cars and trucks,
freeway cars and trucks,
freeway cars and trucks...
Tom Waits
Tuesday, September 25, 2007
Estado de Espírito III

"Everyone must leave something behind when he dies, my grandfather said. A child or a book or a painting or a house or a wall built or a pair of shoes made. Or a garden planted. Something your hand touched some way so your soul has somewhere to go when you die, and when people look at that tree or that flower you planted, you're there."
in Farenheit 451
Monday, September 24, 2007
"Yes, I think to myself, what a wonderful world"
"É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças."
in Pablo Neruda
Às vezes o amor...
Para a C. e para o J.
"Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada
Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas
P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino
Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida."
Sérgio Godinho
"Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada
Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas
P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino
Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida."
Sérgio Godinho
Caminho
Há seis anos que o ritual é o mesmo. Tu de ténis e eu de saltos altos. Eu ansiosa, tu descontraída. Eu pessimista, tu optimista. (Ainda te lembras da metáfora do autocarro?) A verdade é que o caminho tem sido sempre feito lado a lado.Aos poucos fomos-nos entrelaçando na vida uma da outra. Devagarinho. Tu primeiro, eu depois. Ou terá sido ao contrário?! Desde o dia em que nos cruzámos no fim da frequência de pesquisa do 1º ano. Na altura, avisaram-nos que pessoas tão diferentes não podiam ser amigas. Era impossível.
Hoje, ocupas um lugar especial na galeria dos amigos. Fazes parte das memórias dos meus dias mais felizes, aconteça o que acontecer. (Não é também isto o amor?)
Por isso, venham de lá as alegrias e as tristezas. Os dias bons e os dias maus. Estou contigo para o resto do caminho.
Para a C.
Etiquetas:
Amizade,
Catarina,
Memórias dos dias mais felizes
Lembrar os momentos que nos marcaram I
(Um post para a C.)
Acalma-me acreditar que os que partem vão para um lugar melhor, deste onde nos encontramos.
A imagem da perda é muito dura. Não consigo pensá-la como um fim. Antes o começo de uma qualquer etapa, que eu não sei como é.
Quando passam os meus dias de Alberto, e a minha procura por uma verdade definita e perfeita, procuro os que partiram.
Encontro o meu avô nos desenhos animados que víamos juntos. Sei que está sempre sentado na ponta do sofá, pronto para me contar uma história.
A minha bisavó Cença passeia-se pela casa, como se marchasse. Ficou-lhe o hábito da infância, por ter sido criada por um republicano. É sempre ela que abre a porta quando ajudamos alguém.
Todos os dias oiço o barulho do meu avô Carlos a escrever à máquina. O pai dele é a pessoa de cachimbo, que anda sempre carregada de livros, a discutir um mundo diferente.
O meu trisavô vive nas memórias da República. É esse princípio, o de um estado laico e igualitário para todas as classes, a origem das nossas ideias cá em casa.
Sei que sempre que caio me amparam as quedas. Estão sempre aqui. Ao pé de mim.
A tua avó continua aqui. Continua na tua mãe, em ti, e no teu mano.
Está presente nos hamburgos, no “ódio” aos comunistas, na crença de nossa Srª. Nas lágrimas de saudades que perdes, sem saber bem porquê. Na dignidade da tua mãe, que passou para ti.
Ela é uma das pessoas que vejo na tua cara quando falas de amor.
São dela as histórias que ouves à noite, na beira da cama.
Acalma-me acreditar que os que partem vão para um lugar melhor, deste onde nos encontramos.
A imagem da perda é muito dura. Não consigo pensá-la como um fim. Antes o começo de uma qualquer etapa, que eu não sei como é.
Quando passam os meus dias de Alberto, e a minha procura por uma verdade definita e perfeita, procuro os que partiram.
Encontro o meu avô nos desenhos animados que víamos juntos. Sei que está sempre sentado na ponta do sofá, pronto para me contar uma história.
A minha bisavó Cença passeia-se pela casa, como se marchasse. Ficou-lhe o hábito da infância, por ter sido criada por um republicano. É sempre ela que abre a porta quando ajudamos alguém.
Todos os dias oiço o barulho do meu avô Carlos a escrever à máquina. O pai dele é a pessoa de cachimbo, que anda sempre carregada de livros, a discutir um mundo diferente.
O meu trisavô vive nas memórias da República. É esse princípio, o de um estado laico e igualitário para todas as classes, a origem das nossas ideias cá em casa.
Sei que sempre que caio me amparam as quedas. Estão sempre aqui. Ao pé de mim.
A tua avó continua aqui. Continua na tua mãe, em ti, e no teu mano.
Está presente nos hamburgos, no “ódio” aos comunistas, na crença de nossa Srª. Nas lágrimas de saudades que perdes, sem saber bem porquê. Na dignidade da tua mãe, que passou para ti.
Ela é uma das pessoas que vejo na tua cara quando falas de amor.
São dela as histórias que ouves à noite, na beira da cama.
Thursday, September 20, 2007
Chelsea Morning
Woke up, it was a chelsea morning, and the first thing that I heard
Was a song outside my window, and the traffic wrote the words
It came a-reeling up like christmas bells, and rapping up like pipes and drums
Oh, wont you stay
Well put on the day
And well wear it till the night comes
Woke up, it was a chelsea morning, and the first thing that I saw
Was the sun through yellow curtains, and a rainbow on the wall
Blue, red, green and gold to welcome you, crimson crystal beads to beckon
Oh, wont you stay
Well put on the day
Theres a sun show every second
Now the curtain opens on a portrait of today
And the streets are paved with passers
byAnd pigeons fly
And papers lie
Waiting to blow away
Woke up, it was a chelsea morning, and the first thing that I knew
There was milk and toast and honey and a bowl of oranges, too
And the sun poured in like butterscotch and stuck to all my senses
Oh, wont you stay
Well put on the day
And well talk in present tenses
When the curtain closes and the rainbow runs away
I will bring you incense owls by night
By candlelight
By jewel-lightIf only you will stay
Pretty baby, wont you
Wake up, its a chelsea morning
Joni Mitchell
Was a song outside my window, and the traffic wrote the words
It came a-reeling up like christmas bells, and rapping up like pipes and drums
Oh, wont you stay
Well put on the day
And well wear it till the night comes
Woke up, it was a chelsea morning, and the first thing that I saw
Was the sun through yellow curtains, and a rainbow on the wall
Blue, red, green and gold to welcome you, crimson crystal beads to beckon
Oh, wont you stay
Well put on the day
Theres a sun show every second
Now the curtain opens on a portrait of today
And the streets are paved with passers
byAnd pigeons fly
And papers lie
Waiting to blow away
Woke up, it was a chelsea morning, and the first thing that I knew
There was milk and toast and honey and a bowl of oranges, too
And the sun poured in like butterscotch and stuck to all my senses
Oh, wont you stay
Well put on the day
And well talk in present tenses
When the curtain closes and the rainbow runs away
I will bring you incense owls by night
By candlelight
By jewel-lightIf only you will stay
Pretty baby, wont you
Wake up, its a chelsea morning
Joni Mitchell
Wednesday, September 19, 2007
Tenho 24 anos
24 anos
Carolina
Carolina
Nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor
A dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei que não vai dar
Seu pranto não vai nada mudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor
Uma rosa nasceu
Todo mundo sambou
Uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo
Pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu
Carolina
Nos seus olhos tristes
Guarda tanto amor
O amor que já não existe
Eu bem que avisei, vai acabar
De tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar
Agora não sei como explicar
Lá fora, amor
Uma rosa morreu
Uma festa acabou
Nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu
Chico Buarque 1967.
Friday, September 14, 2007
Quase 24 II

"Este céu passará e então teu riso descerá dos montes pelos rios até desaguar no nosso coração"
Ruy Belo
Estado de Espírito III
No one knows I´m gone
Hell above and Heaven below
All the trees are gone
The rain made such a lovely sound
To those who are six feet under ground
The leaves will bury every year
And no one knows I’m gone
Live me golden tell me dark
Hide from Graveyard John
The moon is full here every night
And I can bathe here in his light
The leaves will bury every year
And no one knows I’m gone
Tom Waits
Hell above and Heaven below
All the trees are gone
The rain made such a lovely sound
To those who are six feet under ground
The leaves will bury every year
And no one knows I’m gone
Live me golden tell me dark
Hide from Graveyard John
The moon is full here every night
And I can bathe here in his light
The leaves will bury every year
And no one knows I’m gone
Tom Waits
Thursday, September 13, 2007
Headlines

Billy: It's finding the center of your story, the beating heart of it, that's what makes a reporter. You have to start by making up some headlines. You know: short, punchy, dramatic headlines. Now, have a look, what do you see? [Points at dark clouds at the horizon]
Billy: Tell me the headline.
Quoyle: Horizon Fills With Dark Clouds?
Billy: Imminent Storm Threatens Village.
Quoyle: But what if no storm comes?
Quase 24...
Não posso, minimamente, queixar-me da vida. (Se houve coisa que deu para perceder nos últimos dias na América Latina foi isso.)Nesta fase de transição para os 24, essa idade terrível que está apenas a um ano de um quarto de século, penso sempre no que poderia ter feito. Ainda não vivi em Nova York, não fui voluntária em África, não viajei 6 meses pela Ásia. Mas o pensamento mais aterrador é se algum dia farei alguma destas coisas...
Há sempre uma nostalgia que me invade nas vésperas dos meus anos. A cada ano que passa, a expectativa aumenta. O medo também. (Aquele horrível sentimento de não ter a certeza de que se é capaz)
Wednesday, September 12, 2007
Impressões do Brasil I
Ordem e Progresso diz a bandeira do Brasil. Nada mais irónico para o maior país da América Latina, onde é "normal" existirem crianças a sobreviver na rua e que se agarram às pernas dos turistas por comida. No país onde as garotinhas, de 15 anos para baixo, se oferecem na praia aos turistas, por qualquer trocado.
Nos últimos 15 dias, deu para ver que o Brasil, ainda, não passou de uma promessa.
Nos últimos 15 dias, deu para ver que o Brasil, ainda, não passou de uma promessa.
Sunday, August 12, 2007
Friday, August 03, 2007
Quando me sinto sem sentido, leio este poema...
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjasos cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feitade luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternurade um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjasos cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feitade luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternurade um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
Monday, July 09, 2007
Despedida II
Não gosto de homenagens póstumas. Nem sequer de pensar no fim. Aceito a verdade, mesmo sem querer, de que um dia todos partimos.
Acredito que as pessoas não morrem, verdadeiramente. Continuam nos filhos, nas obras que deixaram, nas pessoas que amaram, nos lugares de onde nunca conseguiram sair.
Urbano Tavares Rodrigues entrou no último capítulo do enorme, e generoso, livro que é a sua vida. Não há uma maneira bonita de o dizer. Não há nada que tire o aperto qeu sinto no peito quando penso nisso.
Hoje, quando falei com ele, não vi uma pessoa desesperada com a ideia do fim. É, como sempre foi, uma pessoa lúcida e consciente.
Por agora, resiste. Da mesma maneira como fez toda a vida. De pé. Vertical. Sem deixar de pensar nos outros.
A sua obra restará a todos. Para mim guardo outras memórias. Aqueles com que cresci no pensamento e as outras que resultam da vivência.
Já lhe disse (ao Urbano) uma vez, já escrevi num outro blog: "Ao pé de si tenho vontade de me tornar melhor pessoa." E é verdade. Conheci poucas pessoas boas. (Daquelas que não vêem o barro das pessoas, mas o melhor delas.) E ele é uma delas.
Acredito que as pessoas não morrem, verdadeiramente. Continuam nos filhos, nas obras que deixaram, nas pessoas que amaram, nos lugares de onde nunca conseguiram sair.
Urbano Tavares Rodrigues entrou no último capítulo do enorme, e generoso, livro que é a sua vida. Não há uma maneira bonita de o dizer. Não há nada que tire o aperto qeu sinto no peito quando penso nisso.
Hoje, quando falei com ele, não vi uma pessoa desesperada com a ideia do fim. É, como sempre foi, uma pessoa lúcida e consciente.
Por agora, resiste. Da mesma maneira como fez toda a vida. De pé. Vertical. Sem deixar de pensar nos outros.
A sua obra restará a todos. Para mim guardo outras memórias. Aqueles com que cresci no pensamento e as outras que resultam da vivência.
Já lhe disse (ao Urbano) uma vez, já escrevi num outro blog: "Ao pé de si tenho vontade de me tornar melhor pessoa." E é verdade. Conheci poucas pessoas boas. (Daquelas que não vêem o barro das pessoas, mas o melhor delas.) E ele é uma delas.
Despedida I
«Estive sempre do lado dos que levam pancada. E estarei até ao fim da vida, ao lado dos fracos contra os fortes»Filho de sol poente
Quando teima em passear
desce de sal nos olhos
doente da falta de voltar
Filho de sol poente
Quando teima em passear
desce de sal nos olhos
doente da falta que sente do mar
Maria Rita
Tuesday, July 03, 2007
Mar - Metáfora de um sonho de Verão

I
Primeiro estranha-se, depois entranha-se
The storm is coming but I don't mind
O sal torna-se parte da nossa pele
People are dying, I close my blinds
O azul, ao fundo, é o símbolo dos nossos sonhos
All that I know is I'm breathing now
E todas as experiências se tornam avassaladoras
I want to change the world...instead I sleep
II
Sim, acredito
I want to believe in more than you and me
É possível!
But all that I know is I'm breathing
III
All I can do is keep breathing
All we can do is keep breathing now
All that I know is I'm breathing
All I can do is keep breathing
All we can do is keep breathing now
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing
All we can do is keep breathing now
INGRID MICHAELSON
Monday, June 18, 2007
Exames Nacionais 2007
Hoje fui em trabalho ao Liceu Camões, onde o meu avô materno estudou, para fazer uma reportagem sobre o primeirissimo dia das provas nacionais.
Não foi preciso muito para a nostalgia se apoderar de mim. Viajei no tempo até ao dia em que fiz o meu primeiro exame nacional.
Havia sol naquela manhã, a minha mães levou-me à escola e desejou-me, como sempre, boa sorte. E eu senti-a. Vestia umas calças pretas e a relva na escola tinha acabado ser regada. Se fechar os olhos ainda vejo a folha de exame. Não me esqueci. Nunca me esquecerei.
Exames nacinonais a acompanhar aqui no blog. E reportagens fresquinhas todosos dias aqui.
Não foi preciso muito para a nostalgia se apoderar de mim. Viajei no tempo até ao dia em que fiz o meu primeiro exame nacional.
Havia sol naquela manhã, a minha mães levou-me à escola e desejou-me, como sempre, boa sorte. E eu senti-a. Vestia umas calças pretas e a relva na escola tinha acabado ser regada. Se fechar os olhos ainda vejo a folha de exame. Não me esqueci. Nunca me esquecerei.
Exames nacinonais a acompanhar aqui no blog. E reportagens fresquinhas todosos dias aqui.
Saturday, June 16, 2007
Thursday, June 07, 2007
O sentido
O sentido não está em parte alguma.
É como um lábio truncado
ou como a música de um planeta distante.
Raramente é um palácio ou uma planície,
o diamante de um voo ou o coração da chuva.
Por vezes é o zumbido de uma abelha, uma presença pequena
e o dia é fogo sobre a corola do mar.
Ele bebe a violência e a obscuridade
e nas suas margens está o olvido e o caos.
Os seus caprichos contêm toda a distância do silêncio
e todo o fulgor do desejo.
Com desesperada música
estala por vezes sob a máscara do tempo.
Com as cinzas de água cria as lâmpadas de sombra
e de um lado é um deserto e do outro uma cascata.
Pode-se percorrê-lo algumas vezes como o espectro solar
ou senti-lo como um grito em farrapos ou uma porta condenada.
Muitas vezes os seus nomes não são nomes
ou são feridas, paredes surdas, finas lâminas,
minúsculas raízes, cães de sombra, ossos de lua.
Todavia, é sempre o amante desejado
que o poeta procura nos obscuros redemoinhos.
António Ramos Rosa
É como um lábio truncado
ou como a música de um planeta distante.
Raramente é um palácio ou uma planície,
o diamante de um voo ou o coração da chuva.
Por vezes é o zumbido de uma abelha, uma presença pequena
e o dia é fogo sobre a corola do mar.
Ele bebe a violência e a obscuridade
e nas suas margens está o olvido e o caos.
Os seus caprichos contêm toda a distância do silêncio
e todo o fulgor do desejo.
Com desesperada música
estala por vezes sob a máscara do tempo.
Com as cinzas de água cria as lâmpadas de sombra
e de um lado é um deserto e do outro uma cascata.
Pode-se percorrê-lo algumas vezes como o espectro solar
ou senti-lo como um grito em farrapos ou uma porta condenada.
Muitas vezes os seus nomes não são nomes
ou são feridas, paredes surdas, finas lâminas,
minúsculas raízes, cães de sombra, ossos de lua.
Todavia, é sempre o amante desejado
que o poeta procura nos obscuros redemoinhos.
António Ramos Rosa
Wednesday, June 06, 2007
Sinais dos tempos que correm I - Feira do Livro
Fiz, há uns dias, a minha primeira incursão pela Feira do Livro, como é habitual todos os anos. E, como sempre, reparei que a Feira está mais pequena, que as pessoas passeiam mais do que compram livros, que a crise económica atinge, todos os anos, o mercado dos livros.
Estava eu com estes pensamentos a subir o Parque Eduardo VII, quando me deparo com a primeira fila, enorme, de gente de livro na mão entusiasmada e pronta para pedir um autógrafo. Movida pela curiosidade espreito pelo meio da pequena multidão, e enquanto tentava passar pelos fotógrafos e fãs pensava "deve ser o Lobo Antunes ou o Saramago", e qual não é o meu espanto quando vejo que é o Vítor Baía.
Que fique bem claro: eu não tenho nada contra o jogador, mas não lhe reconheço méritos de grande escritor que justifique tamanha fila. Mas, o meu espanto não se ficou por ali, à medida que ia passeando pela Feira, vejo o Carlos Vaz Marques, a Marta Crawford, o José Rodrigues dos Santos sem filas como as do jogador Baía. A tentar igualar a assistência do jogador só mesmo Lobo Antunes e Saramago, mesmo sim tinham menos gente e menos imprensa... É um sinal dos tempos em que vivemos...
Estava eu com estes pensamentos a subir o Parque Eduardo VII, quando me deparo com a primeira fila, enorme, de gente de livro na mão entusiasmada e pronta para pedir um autógrafo. Movida pela curiosidade espreito pelo meio da pequena multidão, e enquanto tentava passar pelos fotógrafos e fãs pensava "deve ser o Lobo Antunes ou o Saramago", e qual não é o meu espanto quando vejo que é o Vítor Baía.
Que fique bem claro: eu não tenho nada contra o jogador, mas não lhe reconheço méritos de grande escritor que justifique tamanha fila. Mas, o meu espanto não se ficou por ali, à medida que ia passeando pela Feira, vejo o Carlos Vaz Marques, a Marta Crawford, o José Rodrigues dos Santos sem filas como as do jogador Baía. A tentar igualar a assistência do jogador só mesmo Lobo Antunes e Saramago, mesmo sim tinham menos gente e menos imprensa... É um sinal dos tempos em que vivemos...
Wednesday, May 30, 2007
BACK!
Não vale a pena vir com desculpas. Nem com grandes histórias.
Durante um tempo não tive paciência nem disponibilidade para postar todos os dias, mas também não fiz esforço nenhum para voltar a bloggar. Agora estou de volta! Dez dias num navio de guerra a caminho dos Açores e uma conversa com a Clara deram saudades do blog!
E pronto! Toca a blogar pessoal!
Durante um tempo não tive paciência nem disponibilidade para postar todos os dias, mas também não fiz esforço nenhum para voltar a bloggar. Agora estou de volta! Dez dias num navio de guerra a caminho dos Açores e uma conversa com a Clara deram saudades do blog!
E pronto! Toca a blogar pessoal!
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