Cada um é para o que nasce. Adoro a simplicidade desta frase. Há coisas sobre as quais não há volta a dar. Desde o momento em que aceitei o destino das minhas escolhas em determinados campos da minha vida, que sou uma pessoa muito mais feliz.
Estou portanto, completamente, mentalizada para não ter aquelas simpáticas "patetices" da paixão. Não há volta a dar. Cada um é para o que nasce. Mas eu vivo bem com isso.
Assim fiz uma listinha com as coisas que eu já sei que um homem nunca fará por mim. Para ser tudo muito explícito - e porque o que acontece no cinema, no cinema fica -, cá vai a coisa por tópicos:
- Receber flores no trabalho, seja em que ocasião for. Aqui ainda ponho a hipótese de um dia alguém me chegar a casa - impulsionado por uma opinião feminina -, no dia dos meus anos com um ramito. Fora isso, já estou mentalizada que se quero flores vou ter de as comprar. Que chatice... sempre são mais umas voltinhas em Campo de Ourique aos sábados de manhã.
- Receber um vestidito ou uns sapatinhos assim do nada. Assim como assim a maior parte dos homens tem mau gosto... Portanto não ia conseguir nem usar os trapos nem dizer que não gostava.
- Uma viagem com o único objectivo de fazer um pedido de casamento/namoro/vem-viver-comigo. Tanto (o também vem acompanhado de um ligeiro movimento de abanar os ombros) se me dá como se me deu. É que se há certeza que tenho na vida é que viajar... isso eu vou fazer sempre;)
- Companhia para ir às compras. Cidadãs dos mundo que visitam este blogue não se iludam. Os homens não querem saber para nada do que nós vestimos. Daí que meterem-se a entrar e a sair de lojas não seja grande atractivo. Mas quem é que quer andar com alguém obrigado atrás a queixar-se o tempo todo e sem capacidade para dar bons conselhos? hum... Quem?
- Desistir de qualquer coisa entusiasmante por um programa mais cozy a dois. Não faz mal, eu também não gosto de abdicar do que é importante para mim. Conciliam-se as agendas. Afinal, amigo não empata amigo.
- Dedicarem-me uma música ou poema em público. Pois... mas coisas melosas também não são muito bem a minha praia. Já fico contente com um linkizinho do YouTube.
- Programas assim daqueles fofinhos. Do género este fim-de-semana fazemos tudo o que tudo quiseres. Obrigada, mas eu tenho amigos e família, sei bem divertir-me.
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Saturday, May 29, 2010
Friday, May 28, 2010
Uma coisa assim ... muita especial
O dia já vai longo. Engolir a correr uma espécie de jantar são os únicos 30 minutos que tenho para estar com uma amiga. Entre as garfadas e no meio da bonita conversa 'ai como eles nos sabem dar a volta tão bem' ela sai-se com esta: "às duas por três já estás naquela de que vocês têm uma coisa muita especial".
O ar sério e zangado dela contratava com os meus risos. Mas à medida que voltava ao meu estado normal percebi como a seta atingiu este alvo. É verdade. As mulheres são todas iguais, nós damos a volta aos nossos mundos para encontrar semelhanças com aquela pessoa... especial(?) E num abrir e fechar de olhos julgamos que vemos o outro lado de alguém. E aqui volto às palavras da minha amiga: "Nós não vemos outro lado, porque eles não têm outro lado".
Na realidade, qualquer homem pode ser boa pessoa/bom cozinheiro/ter bom gosto musical/ser um grande cinéfilo/escrever um livro/plantar uma árvore/ter filho e até - pasme-se -, gostar de crianças que isso não o impede ser um traste com as mulheres. Ou pelo menos connosco. Tudo tranquilo. Desde que se tenha consciência disso.
O ar sério e zangado dela contratava com os meus risos. Mas à medida que voltava ao meu estado normal percebi como a seta atingiu este alvo. É verdade. As mulheres são todas iguais, nós damos a volta aos nossos mundos para encontrar semelhanças com aquela pessoa... especial(?) E num abrir e fechar de olhos julgamos que vemos o outro lado de alguém. E aqui volto às palavras da minha amiga: "Nós não vemos outro lado, porque eles não têm outro lado".
Na realidade, qualquer homem pode ser boa pessoa/bom cozinheiro/ter bom gosto musical/ser um grande cinéfilo/escrever um livro/plantar uma árvore/ter filho e até - pasme-se -, gostar de crianças que isso não o impede ser um traste com as mulheres. Ou pelo menos connosco. Tudo tranquilo. Desde que se tenha consciência disso.
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